Polícia Civil de SP frustra plano de atentado com bombas na Avenida Paulista e prende 12 suspeitos
Em uma operação de inteligência bem-sucedida, a Polícia Civil de São Paulo prendeu 12 pessoas nesta segunda-feira (2 de fevereiro de 2026) suspeitas de planejar um ataque com bombas caseiras e coquetéis molotov na Avenida Paulista, um dos locais mais icônicos e movimentados da capital paulista. A ação preventiva evitou um potencial ato de violência que poderia causar pânico e tumulto no centro da cidade.
De acordo com a Secretaria de Segurança Pública (SSP), os detidos — com idades entre 15 e 30 anos — integravam um grupo virtual organizado, sem uma pauta política ou ideológica definida, mas com o objetivo explícito de provocar desordem e incitar violência por meio de explosivos improvisados. A articulação ocorria principalmente em plataformas online, como o Discord, monitoradas pelo Núcleo de Observação e Análise Digital (Noad) da Polícia Civil.
O secretário estadual de Segurança Pública, Osvaldo Nico Gonçalves, destacou o êxito da operação em coletiva de imprensa:
“Conseguimos impedir um possível ataque que aconteceria nesta segunda. A ‘manifestação’ era uma forma de tumulto, sem pauta nenhuma, e conseguimos, com o trabalho de inteligência, impedir.”
As investigações revelaram que o grupo fazia parte de uma rede maior de alcance nacional, com milhares de participantes em discussões sobre ações violentas em diferentes estados, concentrando-se especialmente em São Paulo e Rio de Janeiro.
Durante as diligências, foram apreendidos simulacros de armas de fogo, dispositivos eletrônicos e materiais que comprovam a troca de instruções para fabricação de explosivos.
A operação se conecta a ações semelhantes no Rio de Janeiro, onde a Polícia Civil local prendeu três suspeitos e cumpriu mandados de busca para impedir atentado planejado na região central da capital fluminense, também com uso de explosivos caseiros.
As autoridades investigam possíveis ligações entre os casos.
A Avenida Paulista, conhecida por abrigar protestos, eventos culturais e manifestações, permanece sob vigilância reforçada.
O caso segue em investigação para identificar todos os envolvidos e possíveis ramificações da rede criminosa.


















