Home / Geopolítica / 43 mil pessoas mortas durante os protestos em massa no Irã

43 mil pessoas mortas durante os protestos em massa no Irã

Protestos no Irã registram pelo menos 43 mil mortos, segundo centro internacional de direitos humanos

O Centro Internacional para Direitos Humanos no Irã divulgou um relatório alarmante afirmando que pelo menos 43 mil pessoas foram mortas durante os protestos em massa que eclodiram no país a partir de 28 de dezembro de 2025.

As manifestações, inicialmente motivadas por uma inflação galopante e medidas econômicas do governo, rapidamente se transformaram em um movimento nacional contra o regime da República Islâmica, com confrontos violentos em diversas cidades, incluindo Teerã.

De acordo com o centro, baseado em investigações de campo, verificação de imagens e vídeos, entrevistas com fontes internas e análise de dados do sistema de saúde pública iraniano, a repressão das forças de segurança foi brutal.

Relatos indicam que agentes dispersaram manifestantes com tiros, perseguiram pessoas em residências e continuaram disparando mesmo após dispersão, resultando em numerosas mortes.

Muitas vítimas apresentavam desfigurações graves, e etiquetas em corpos indicavam que 9 de janeiro de 2026 foi uma das noites mais letais, com dezenas de óbitos registrados.

Os protestos tiveram início nos bazares de Teerã, quando lojistas e comerciantes fecharam estabelecimentos em reação ao aumento exorbitante de preços de itens básicos — como óleo de cozinha e frango — agravado pela suspensão de um programa de acesso a dólares subsidiados pelo banco central.

A resposta governamental, com transferências diretas de cerca de US$ 7 mensais por família, não conseguiu conter a insatisfação, que se espalhou para todo o território iraniano e ganhou contornos políticos, com slogans contra o líder supremo e a República Islâmica.

O relatório destaca que esses atos representam as maiores manifestações desde os protestos de 2022, desencadeados pela morte de Mahsa Amini sob custódia da polícia de moralidade, sob o lema “Mulher, Vida, Liberdade”. Reza Pahlavi, filho do último xá exilado, convocou protestos nacionais em apoio ao movimento.

Embora o número de 43 mil mortos seja atribuído ao Centro Internacional para Direitos Humanos no Irã — considerado uma fonte confiável por ativistas devido ao acesso a dados internos —, autoridades iranianas não comentaram oficialmente o balanço.

Estimativas de outras organizações, como relatorias da ONU e grupos ativistas, apontam para números menores em contextos semelhantes, mas o cenário atual é descrito como de repressão sem precedentes, com blackout de internet e detenções em massa para ocultar a escala da violência.

Marcado:

Sign Up For Daily Newsletter

Stay updated with our weekly newsletter. Subscribe now to never miss an update!

I have read and agree to the terms & conditions

Deixe um Comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *