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O contraste em notas oficiais do Governo Lula chamam atenção

Governo Lula adota tom brando ao comentar repressão no Irã, contrastando com veemente condenação a ataques dos EUA em junho de 2025

O posicionamento do governo brasileiro frente a eventos envolvendo o Irã tem gerado comparações e críticas nas redes sociais e na imprensa.

Enquanto em junho de 2025 o Itamaraty reagiu com firmeza aos ataques aéreos realizados pelos Estados Unidos contra instalações nucleares iranianas, o comunicado emitido em janeiro de 2026 sobre a repressão violenta aos protestos internos no país adotou linguagem mais cautelosa e menos condenatória.

Nota do Governo Brasileiro condenando ataques Americanos no Oriente Médio

Em junho do ano passado, após os bombardeios norte-americanos em instalações nucleares iranianas durante o conflito de 12 dias entre Irã, Israel e EUA, o Ministério das Relações Exteriores do Brasil publicou nota oficial em que “condenou com veemência” a ação militar, classificando-a como violação da soberania iraniana e ameaça à paz regional.

Já em 13 de janeiro de 2026, após mais de duas semanas de protestos antigovernamentais no Irã — que resultaram em centenas (e, segundo algumas organizações, milhares) de mortes causadas pela repressão das forças de segurança do regime dos aiatolás —, o Itamaraty limitou-se a afirmar que “acompanha com preocupação” a evolução das manifestações.

A nota oficial expressou condolências às famílias das vítimas, mas evitou qualquer menção direta à responsabilidade do governo iraniano pelas mortes, reforçando a defesa da soberania nacional e a necessidade de diálogo interno.

A diferença de tom entre as duas situações tem sido destacada por analistas e opositores do governo Lula, que apontam uma aparente assimetria na política externa brasileira: condenação dura a ações externas (especialmente quando envolvem os EUA), mas cautela ou silêncio inicial em relação a violações de direitos humanos cometidas por regimes com os quais o Brasil mantém relações diplomáticas ou econômicas.

Organizações internacionais como a Human Rights Activists News Agency (HRANA) e a Amnesty International estimam que a repressão aos protestos no Irã, iniciados no final de dezembro de 2025, já causou mais de 2.000 mortes e milhares de prisões. O governo iraniano contesta os números e atribui as baixas a “elementos terroristas”.

O contraste entre as notas oficiais reacende o debate sobre a linha adotada pela diplomacia brasileira no governo Lula, especialmente em temas sensíveis como direitos humanos, regimes autoritários e equilíbrio entre princípios e interesses geopolíticos.

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