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Irã fecha espaço aéreo em meio à protestos e tensões com EUA

Anuncio de suspensão temporária das execuções como resposta a pressão internacional

Em um gesto interpretado como resposta à pressão internacional, o Irã anunciou na quarta-feira (14/1) que não haverá execuções “nem hoje, nem amanhã”, enquanto implementava um fechamento temporário do espaço aéreo para a maioria dos voos internacionais.

A medida ocorre no auge da onda de protestos contra o regime que já dura mais de duas semanas, com repressão violenta resultando em milhares de mortes.

O chanceler iraniano Abbas Araghchi declarou em entrevista à Fox News:

“Posso afirmar com certeza que não há nenhum plano para enforcamento”.

A declaração veio após familiares do manifestante Erfan Soltani, de 26 anos — o primeiro condenado à morte na atual mobilização —, serem informados do adiamento da pena, originalmente marcada para esta quarta-feira.

Organizações como a Hengaw confirmaram o recuo, destacando que a família recebeu a notícia após uma visita breve na prisão.

O fechamento do espaço aéreo, monitorado pelo Flightradar24, durou cerca de quatro a cinco horas (com extensões), afetando voos comerciais e forçando companhias aéreas a desviar rotas para evitar sobrevoar o território iraniano.

O espaço foi liberado apenas para voos internacionais com origem ou destino em Teerã e autorização prévia. Autoridades iranianas não detalharam oficialmente os motivos, mas o contexto aponta para temores de escalada militar com os Estados Unidos, após ameaças do presidente Donald Trump.

Trump, que na véspera alertou para “strong action” (ação forte) caso prosseguissem execuções, afirmou ter recebido informações confiáveis de que “a matança no Irã está parando. Parou. E não há plano para execuções”.

Ele suspendeu planos imediatos de intervenção, mas manteve o monitoramento, declarando que “a ajuda está a caminho” aos manifestantes e usando o slogan “Make Iran Great Again” (MIGA).

O Irã, por sua vez, acusa EUA e Israel de orquestrarem a violência e ameaça bases americanas no Oriente Médio como “alvos legítimos”.

A crise humanitária permanece grave: segundo a ONG Iran Human Rights (IHR), sediada na Noruega, pelo menos 3.428 manifestantes foram mortos pelas forças de segurança (com estimativas reais possivelmente maiores devido ao blackout de internet que já dura dias).

Mais de 10 mil a 18 mil pessoas foram presas, e a repressão inclui toques de recolher de facto, julgamentos acelerados e cortes de comunicações.

O adiamento da execução de Erfan Soltani e o fechamento aéreo representam um recuo tático do regime em meio à maior contestação popular desde 1979, mas analistas alertam que a situação segue volátil, com risco de retomada da violência ou intervenção externa.

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