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BC liquida Reag cujo ex-executivo é investigo na Operação Compliance Zero.

Banco Central decreta liquidação extrajudicial da Reag (ex-Reag Investimentos) um dia após buscas da PF contra fundador João Carlos Mansur

O Banco Central do Brasil (BC) anunciou nesta quinta-feira (15/1) a liquidação extrajudicial da CBSF Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários S.A. — antiga Reag Trust DTVM, conhecida como Reag Investimentos —, citando “graves violações às normas que regem as atividades das instituições integrantes do SFN (Sistema Financeiro Nacional)”.

A medida extrema ocorre apenas um dia após a Polícia Federal (PF) cumprir mandados de busca e apreensão contra o fundador e ex-executivo da gestora, o empresário João Carlos Mansur, na segunda fase da Operação Compliance Zero.

Essa operação investiga supostas fraudes financeiras, emissão de títulos de crédito falsos e lavagem de dinheiro envolvendo o Banco Master (liquidado em novembro de 2025) e fundos administrados pela Reag.

O BC informou que continuará apurando responsabilidades, podendo aplicar sanções administrativas e comunicar às autoridades competentes.

Nos termos da lei, os bens dos controladores e ex-administradores da instituição ficam indisponíveis para evitar dilapidação de patrimônio.

A liquidação interrompe imediatamente as operações da empresa, mas os cerca de 90 fundos administrados por ela seguem existindo e precisarão migrar para novas gestoras.

João Carlos Mansur fundou a Reag em 2012 e a comandou até 2025, quando vendeu o controle a executivos internos em setembro daquele ano, após a gestora ser alvo da megaoperação Carbono Oculto (que investigou ligações entre fraudes no setor de combustíveis, sonegação bilionária e o PCC).

Mansur deixou o conselho de administração na ocasião, mas permanece como figura central nas investigações.

Relatório do BC encaminhado ao TCU aponta que, entre julho de 2023 e julho de 2024, o Banco Master e fundos da Reag estruturaram operações irregulares, com falhas graves em gestão de risco, crédito e liquidez. Suspeita-se que empréstimos do banco eram reaplicados em fundos da Reag para inflar artificialmente o patrimônio e mascarar fraudes.

No mesmo dia das buscas (14/1), o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, reuniu-se com o presidente do BC, Gabriel Galípolo, em Brasília.

A PF destacou em nota: “Em agenda institucional, as autoridades reafirmaram a importância da cooperação e da integração entre as instituições, fortalecendo o diálogo e a atuação conjunta em temas estratégicos de interesse do Estado brasileiro”.

O caso, inicialmente na primeira instância, foi elevado ao STF (relator: ministro Dias Toffoli), devido a suspeitas envolvendo pessoas com foro privilegiado.

A liquidação reforça a pressão regulatória sobre instituições ligadas ao escândalo do Banco Master, considerado por especialistas uma das maiores fraudes bancárias recentes no Brasil.

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