EUA deslocam porta-aviões USS Abraham Lincoln e grupo de ataque para o Oriente Médio em meio a escalada de tensões com o Irã
Os Estados Unidos intensificaram sua presença militar na região do Oriente Médio ao redirecionar o poderoso porta-aviões USS Abraham Lincoln e todo o seu grupo de ataque do Mar da China Meridional para águas próximas ao Irã.
A movimentação, confirmada por imagens de satélite divulgadas pela imprensa americana nesta quinta-feira (16/01/2026), ocorre em um contexto de crescente confronto entre Washington e Teerã, agravado pela violenta repressão aos protestos internos no Irã.
O deslocamento do grupo de ataque do porta-aviões, que inclui caças de combate, destróieres equipados com mísseis guiados e pelo menos um submarino de ataque, deve durar cerca de uma semana. Além disso, uma série de aeronaves de guerra provenientes da Europa está sendo direcionada à área para reforçar as capacidades operacionais americanas.
A decisão do Pentágono surge dias após o presidente Donald Trump declarar que a “ajuda está a caminho”, em referência aos manifestantes iranianos que enfrentam uma repressão brutal desde o final de dezembro de 2025.
Os protestos, que já resultaram em centenas de mortes (estimativas conservadoras apontam mais de 700 vítimas), levaram Trump a alertar que a continuidade da violência poderia provocar uma intervenção “muito forte” dos EUA.
Em resposta às ameaças americanas, autoridades iranianas afirmaram que instalações dos Estados Unidos e de Israel seriam “alvos legítimos” em caso de agressão, ecoando declarações feitas durante o conflito de 12 dias ocorrido em junho do ano passado, quando os EUA bombardearam instalações nucleares iranianas e Teerã retaliou com mísseis contra a base de al-Udeid, no Catar.
Como medida preventiva, os EUA e o Reino Unido ordenaram a retirada parcial de tropas da base aérea de al-Udeid, principal instalação militar americana na região, situada a cerca de 190 km do território iraniano.
O Pentágono também está enviando equipamentos adicionais de defesa aérea, incluindo mísseis interceptores, para proteger as forças no local.
Essa realocação estratégica reforça a postura de dissuasão dos Estados Unidos em meio à instabilidade no Irã e às tensões regionais persistentes.
Analistas destacam que a presença de um porta-aviões nuclear como o USS Abraham Lincoln serve como sinal claro de prontidão militar e apoio a aliados, enquanto o governo Trump avalia opções para lidar com a crise.


















