Revelações sobre o mapa de conexões no maior escândalo bancário do Brasil
O caso do Banco Master, liquidado pelo Banco Central em novembro de 2025, continua a expor uma intrincada rede de conexões políticas, jurídicas e financeiras, apelidada por críticos de “Máfia do Banco Master”.
Sob o comando do banqueiro Daniel Vorcaro, a instituição é investigada pela Polícia Federal (PF) por supostas fraudes bilionárias — estimadas em até R$ 12 bilhões —, envolvendo emissão de CDBs sem lastro, carteiras de crédito fictícias, manipulação de mercado, lavagem de capitais e organização criminosa.

A segunda fase da Operação Compliance Zero, deflagrada em 14 de janeiro, cumpriu 42 mandados de busca e apreensão em cinco estados, bloqueou R$ 5,7 bilhões em bens e mirou familiares de Vorcaro (pai, irmã e cunhado Fabiano Zettel), além do empresário Nelson Tanure e a gestora Reag Investimentos.
A PF aponta que uma cadeia de fundos foi usada para desviar recursos, inflar ativos e simular aportes, com indícios de risco sistêmico ao sistema financeiro nacional.
O escândalo ganhou contornos ainda mais polêmicos com revelações de ligações indiretas ao Supremo Tribunal Federal (STF): reportagens apontam contrato milionário do escritório da esposa do ministro Alexandre de Moraes com o banco (R$ 129 milhões em potencial), e participação de fundos ligados à Reag em negócios com empresas de parentes do ministro Dias Toffoli (incluindo aporte em resort no Paraná).
Toffoli, relator do inquérito no STF, prorrogou as investigações por mais 60 dias, mas enfrenta questionamentos sobre imparcialidade e pedidos de afastamento.
Outras conexões políticas incluem aproximações com figuras como o senador Ciro Nogueira (PP), Antonio Rueda (União Brasil), ex-ministros como Guido Mantega (que marcou encontro com Lula) e consultorias de Ricardo Lewandowski, Gustavo Loyola e Henrique Meirelles.
O banco também tentou vender-se ao BRB (Banco de Brasília), negócio barrado pelo BC.
Preservando expressões usadas na imprensa e em análises críticas, o caso é frequentemente descrito como uma teia complexa que abala instituições como BC, PF, TCU e STF, com impacto no Fundo Garantidor de Créditos (FGC) — prejuízo de R$ 41 bilhões em depósitos.
Enquanto a PF avança no rastreamento do dinheiro, o caso expõe vulnerabilidades no sistema bancário e levanta questões sobre governança, influência política e limites éticos no setor financeiro.


















