Alemanha, Noruega, França e Suécia enviam tropas para preparar defesa contra pressão de Trump pela anexação
Um pequeno contingente de soldados alemães chegou à Groenlândia nesta semana com a missão de preparar o terreno para um exercício militar conjunto que ocorrerá em breve na ilha ártica.
Delegações reduzidas da Noruega, França e Suécia também desembarcaram com o mesmo objetivo: coordenar logística, infraestrutura e reconhecimento para a operação de treinamento.
De acordo com comunicados oficiais dos governos envolvidos, o exercício visa fortalecer a interoperabilidade entre as forças aliadas e demonstrar capacidade de resposta rápida na região polar.
Após a conclusão da atividade, os países planejam destacar contingentes maiores na Groenlândia, com o propósito explícito de reforçar a soberania dinamarquesa e fazer frente à pressão exercida pelo presidente americano Donald Trump pela anexação ou aquisição da ilha.
Preservando as palavras exatas do comunicado conjunto divulgado pelos governos europeus:
“Após o exercício, forças maiores poderão ser destacadas na região para fazer frente à pressão de Trump pela anexação da ilha.”
A iniciativa ocorre em um contexto de crescente tensão geopolítica no Ártico. Desde o início de seu segundo mandato, Trump tem reiterado publicamente o interesse estratégico dos Estados Unidos na Groenlândia, citando razões de segurança nacional, recursos minerais (como terras raras) e posição geográfica para monitoramento polar.
Em declarações recentes, o presidente americano chegou a mencionar a possibilidade de “opções criativas” para a aquisição da ilha, que pertence ao Reino da Dinamarca desde 1953.
A Dinamarca, que mantém a Groenlândia como território autônomo, rejeita categoricamente qualquer negociação sobre soberania e vê as movimentações militares europeias como forma de reafirmar o compromisso da OTAN com a defesa do flanco norte.
Analistas apontam que o exercício e o possível reforço de tropas servem como sinal político claro contra qualquer tentativa de mudança unilateral do status quo.
A operação de treinamento ainda não tem data divulgada, mas fontes diplomáticas indicam que ocorrerá nas próximas semanas, com participação limitada para evitar escalada desnecessária.
A Casa Branca não se manifestou sobre o comunicado europeu até o momento.


















