Stephen Miller voltou a questionar a soberania dinamarquesa sobre a Groenlândia
O vice-chefe de gabinete da Casa Branca, Stephen Miller, principal conselheiro do presidente Donald Trump para assuntos de imigração e segurança nacional, voltou a questionar a soberania dinamarquesa sobre a Groenlândia ao afirmar que o país nórdico não possui forças armadas suficientes para proteger ou controlar o território ártico.
A declaração reforça a posição agressiva da administração Trump em relação à ilha, que o presidente americano já descreveu como de “interesse estratégico vital” para os Estados Unidos por razões de defesa, recursos minerais (terras raras) e posição geográfica no Ártico.
Miller criticou diretamente a capacidade militar da Dinamarca, destacando a disparidade entre o tamanho do território e o efetivo das Forças Armadas dinamarquesas.
Preservando as palavras exatas do vice-chefe de gabinete, ele afirmou:
“É um exército pequeno; eles não conseguem defender ou controlar a Groenlândia.”
A fala ocorre em meio a uma escalada de tensões diplomáticas: na última semana, Alemanha, Noruega, França e Suécia enviaram pequenos contingentes militares à Groenlândia para preparar um exercício conjunto, com o objetivo declarado de fortalecer a defesa da ilha e sinalizar oposição a qualquer tentativa de anexação ou aquisição por parte dos EUA.
Os governos europeus enfatizaram que, após o treinamento, contingentes maiores poderão ser posicionados na região para contrabalançar a pressão americana.
A Dinamarca mantém a Groenlândia como território autônomo desde 1953, com autonomia crescente desde 2009, mas a defesa externa continua sob responsabilidade do Reino da Dinamarca.
O exército dinamarquês conta com cerca de 20 mil militares ativos no total (incluindo reservas), o que especialistas consideram insuficiente para uma vigilância efetiva de uma área de mais de 2,1 milhões de km² — maior que o México e quase oito vezes o tamanho da Alemanha.
O comentário de Miller ganhou repercussão imediata na imprensa internacional e nas redes sociais, alimentando debates sobre soberania, militarização do Ártico e os limites da influência americana em territórios aliados.
A Dinamarca e a Groenlândia já rejeitaram repetidamente qualquer negociação sobre venda ou cessão, classificando as propostas de Trump como “absurdas” e “desrespeitosas”.
Até o momento, o governo dinamarquês não respondeu oficialmente à declaração de Miller, mas fontes diplomáticas em Copenhague indicam que a resposta virá em conjunto com aliados europeus.


















