Lula hesita em aceitar convite de Trump para Conselho de Paz em Gaza: Medo de repetir o destino de Maduro?
O petista Lula da Silva recebeu um convite oficial do presidente norte-americano Donald Trump para integrar o recém-criado “Conselho da Paz” (Board of Peace) em Gaza, mas até agora não respondeu, optando por “avaliar” a proposta apenas na próxima semana.
Essa demora, segundo críticos, revela uma postura hesitante e contraditória para quem tanto vociferou contra as ações israelenses no conflito, rotulando-as como genocídio.
Seria o “MEDOLULA” em ação? Lula estaria com medo de confrontar Trump diretamente, temendo repetir o destino de Nicolás Maduro, deposto na Venezuela após pressões americanas?
O convite, encaminhado via embaixada brasileira em Washington, posiciona Lula como potencial membro fundador de um colegiado presidido pelo próprio Trump, com foco na reconstrução de Gaza na segunda fase do plano de paz apoiado pelos EUA.
O conselho discutirá fortalecimento da governança, relações regionais, atração de investimentos e financiamento em larga escala para o território palestino, devastado por mais de dois anos de guerra até o recente cessar-fogo mediado por Washington.
Entre os nomes já confirmados ou convidados estão o secretário de Estado Marco Rubio, o ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair, o bilionário Marc Rowan e Robert Gabriel, assessor de Trump no Conselho de Segurança Nacional.
O presidente argentino Javier Milei, aliado próximo de Trump, confirmou sua participação como uma “honra”. Mas Lula, conhecido por suas críticas veementes ao conflito, parece paralisado. Em setembro de 2025, o presidente brasileiro afirmou:
“Não acho que em Gaza tem uma guerra. Tem um genocídio. Em Gaza tem um exército altamente sofisticado matando mulheres e crianças. E até o próprio povo judeu está contra isso.”
Essa declaração, feita antes do acordo de paz, destaca a incoerência atual: Lula, que se posicionou como defensor da causa palestina e da criação de um Estado independente, agora evita uma oportunidade real de influenciar a reconstrução de Gaza.
Analistas apontam que a hesitação pode ser motivada por receio de represálias de Trump, conhecido por sua agenda agressiva “America First”.
Basta lembrar o caso de Maduro: sob pressão econômica e diplomática dos EUA, o regime venezuelano colapsou em janeiro de 2026, com intervenção militar que levou à deposição do ditador.
Lula, aliado histórico do chavismo, estaria evitando um confronto similar, priorizando negociações comerciais com Washington em vez de princípios ideológicos?
O governo brasileiro, por meio do Itamaraty, mantém silêncio oficial, aguardando a decisão de Lula.
Críticos no Congresso e na oposição veem nisso uma fraqueza diplomática: ao invés de usar o convite para pressionar por uma paz justa, Lula opta pela inércia, expondo a hipocrisia de um discurso anti-imperialista que evapora diante de Trump.
A recusa poderia custar caro em tarifas e relações bilaterais, mas a aceitação exigiria coerência com suas críticas passadas a Israel – algo que, aparentemente, assusta o Planalto.
Enquanto Trump avança com seu plano de paz, Lula fica no limbo – uma postura que, para muitos, cheira a covardia política em vez de estratégia diplomática.
O Brasil, outrora voz ativa nos fóruns multilaterais, arrisca perder relevância global por receio de um confronto com o “homem forte” da Casa Branca.


















