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Governo Lula gasta R$ 8,4 milhões em anúncios impulsionados

Governo Lula dobra gastos com propaganda nas redes após aprovação de isenção do IR até R$ 5 Mil: Prioridade em marketing ou em correção real da tabela?

Em meio a críticas crescentes sobre o uso de recursos públicos para autopromoção, o governo do petista Lula da Silva intensificou em 2025 uma ofensiva publicitária nas redes sociais logo após a aprovação da isenção do Imposto de Renda para rendimentos mensais de até R$ 5 mil.

Dados oficiais mostram que, nos 30 dias seguintes à aprovação do projeto na Câmara (em outubro de 2025), foram gastos R$ 8,4 milhões em anúncios impulsionados — mais que o dobro do valor desembolsado nos 60 dias anteriores (R$ 4,7 milhões), representando um salto de 360% na média diária (de R$ 77 mil para R$ 283 mil).

O foco principal das campanhas foi justamente a medida de isenção, que o governo apresenta como conquista histórica para milhões de brasileiros.

No entanto, a Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal (Unafisco) aponta uma defasagem histórica na tabela do IR: se corrigida integralmente pela inflação acumulada nos últimos 30 anos (desde 1996), a faixa de isenção já deveria estar em torno de R$ 5,1 mil (ou valores próximos, como R$ 5.136 em cálculos atualizados).

O governo optou por uma ampliação pontual, sem correção plena da tabela, o que críticos classificam como medida paliativa e eleitoreira, insuficiente para reparar o prejuízo real dos contribuintes ao longo de décadas.

Preservando a análise da Unafisco sobre a defasagem histórica:

“se corrigida pela inflação nos últimos 30 anos, a isenção já deveria estar em R$ 5,1 mil.”

A explosão de gastos publicitários — que beneficiou principalmente plataformas como Meta (Facebook e Instagram) e Google — ocorreu justamente no período em que o governo precisava reforçar a narrativa positiva da medida, em um ano pré-eleitoral (2026).

O aumento contrasta com cortes em áreas essenciais e levanta questionamentos sobre prioridades: enquanto o Palácio do Planalto injeta milhões em marketing digital para divulgar a isenção parcial, a correção integral da tabela — que evitaria o arraste de milhões para faixas tributárias mais altas devido à inflação — continua postergada, gerando renúncia fiscal limitada e impacto menor para a classe média e baixa.

Oposição e especialistas em contas públicas criticam o que veem como “uso eleitoral da máquina pública”: o governo celebra uma conquista que já deveria ser realidade há anos, gastando fortunas para autopromoção, enquanto a defasagem histórica continua corroendo o poder de compra dos brasileiros.

A campanha nas redes, que ajudou a ganhar seguidores nas contas oficiais, parece mais focada em imagem do que em justiça tributária efetiva.

Enquanto o governo comemora a medida como alívio para milhões, a realidade da tabela defasada e os milhões gastos em anúncios deixam claro: o foco parece estar mais na narrativa do que na correção profunda das injustiças tributárias acumuladas ao longo de décadas.

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