Trump acusa Dinamarca de falhar contra ‘Ameaça Russa’ na Groenlândia e afirma: ‘agora chegou a hora’
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, elevou o tom na disputa pela Groenlândia ao acusar a Dinamarca de não conseguir afastar a “ameaça russa” do território ártica.
Trump declarou que “chegou a hora” de resolver o problema, reforçando sua pressão por uma aquisição total da ilha, que ele considera essencial para a segurança nacional americana
“A OTAN vem dizendo à Dinamarca, há 20 anos, que ‘vocês precisam afastar a ameaça russa da Groenlândia’. Infelizmente, a Dinamarca não conseguiu fazer nada a respeito. Agora chegou a hora, e isso será feito!”

A declaração chega em meio a uma escalada diplomática iniciada há um ano, desde o início de seu segundo mandato. O republicano argumenta que a Groenlândia é “vital” para o projeto do “Domo de Ouro” – um escudo antimísseis avançado que ele planeja implementar para proteger os EUA.
Embora os Estados Unidos mantenham uma base militar na ilha (Thule), Trump alega que a presença americana foi reduzida drasticamente, deixando espaço para influências externas de Rússia e China.
Em resposta às ameaças de Trump, seis países europeus – Alemanha, França, Reino Unido, Noruega, Países Baixos e Suécia – enviaram tropas para exercícios militares na Groenlândia na última quinta-feira (15), em sinal de apoio à soberania dinamarquesa
No sábado (17/1), Trump anunciou novas tarifas comerciais punitivas contra oito nações europeias (incluindo Dinamarca, Noruega, Suécia, França, Alemanha, Reino Unido, Países Baixos e Finlândia), que resistem aos planos americanos.
Ele detalhou: “A partir de 1º de fevereiro de 2026, todos os países (Dinamarca, Noruega, Suécia, França, Alemanha, Reino Unido, Países Baixos e Finlândia) estarão sujeitos a uma tarifa de 10% sobre todas as mercadorias enviadas aos Estados Unidos da América. Em 1º de junho de 2026, a tarifa será aumentada para 25%.”
A medida só seria suspensa com um acordo para a “compra completa e total” da Groenlândia. O primeiro-ministro norueguês, Jonas Gahr Støre, classificou o anúncio como inaceitável, e Trump, em carta ao líder, afirmou que “não se sente mais obrigado a pensar puramente na paz, embora ela seja predominante”.
A União Europeia e líderes dos países afetados convocaram reuniões de emergência em Bruxelas para discutir contramedidas, alertando para uma “perigosa espiral descendente” nas relações transatlânticas. A OTAN, que cobre a Groenlândia sob o Artigo 5, vê a pressão americana como um risco à unidade da aliança
Trump mantém a linha dura, e o desfecho pode impactar o comércio bilateral, a segurança no Ártico e a coesão da OTAN nos próximos meses


















