Aliados de Bolsonaro comemoram avanço de André Ventura ao segundo turno nas eleições presidenciais de Portugal
O líder do partido Chega, André Ventura, garantiu vaga no segundo turno da eleição presidencial portuguesa após conquistar 23,5% dos votos no primeiro turno realizado no domingo (18).
O candidato conservador ficou atrás do socialista António José Seguro (31,1%), forçando um desempate inédito em 40 anos – a última vez que o pleito precisou de segunda etapa foi em 1986.
Ventura, conhecido por pautas anti-imigração, defesa da identidade nacional, combate à “doutrinação ideológica” e soberania, superou expectativas e consolidou o Chega como força ascendente na direita radical portuguesa. O partido, fundado por ele em 2019, já é a terceira maior bancada no Parlamento e agora lidera o espaço “não socialista” no país, segundo o próprio candidato.
A notícia repercutiu forte no Brasil, especialmente entre aliados do presidente Jair Bolsonaro (PL). Parlamentares bolsonaristas celebraram o resultado nas redes sociais, destacando afinidades ideológicas e críticas ao governo Lula.
Flávio Bolsonaro postou: “Os portugueses merecem um futuro sem as mazelas do socialismo”.

Eduardo Bolsonaro escreveu: “Parabéns aos cidadãos portugueses, mesmo os de fora de Portugal que votaram nele e apoiam o partido CHEGA.

A deputada Caroline De Toni destacou o crescimento do Chega: “O Chega cresce eleição após eleição e se consolida como a principal força de oposição ao sistema socialista que domina Portugal há décadas”. Ela acrescentou: “Agora, Portugal vive um momento decisivo: a real oportunidade de romper com um ciclo político desgastado e escolher um novo caminho. Que o socialismo seja cada vez apequenado nos quatro cantos desse planeta”.
Júlia Zanatta resumiu: “A direita avança no mundo todo”.
Carlos Jordy enfatizou a relevância global: “Essa é uma eleição fundamental para a retomada da Europa e para consolidação mundial da direita. Chega de esquerda em Portugal!”.
Bia Kicis celebrou: “Parabéns Portugal que, após décadas, terá segundo turno, acabando com a hegemonia da esquerda. Parabéns, André Ventura e ao Partido Chega. Agora é torcer pela sua vitória! Brasileiros que votam no Brasil podem fazer a diferença”.
Ventura tem histórico de críticas duras ao petista Lula, incluindo declarações como: “Compreendemos a fúria e a angústia de milhões de brasileiros ao verem seu país governado por um bandido”.
Em outro momento, ele acusou: “Lula da Silva deve ser condenado por sua proximidade com a Rússia e pela incapacidade de ver o sofrimento do povo ucraniano, contrário à diplomacia que Portugal tem feito e bem, no âmbito europeu, pela sua proximidade à China, pela sua hesitação em condenar as ditaduras sul-americanas que tanta dor, pobreza e sofrimento têm causado, mas sobretudo e acima de tudo, pelo nível de corrupção que representa”.
Analistas apontam que, apesar do avanço simbólico para o Chega – que amplia seu poder de barganha política –, Ventura enfrenta alta rejeição (cerca de 60-64% dos eleitores dizem que nunca votariam nele, segundo sondagens). Seguro, com perfil moderado, atrai apoios amplos da esquerda e até de setores da direita tradicional. O PSD (centro-direita) não declarou apoio imediato a nenhum dos dois.
O segundo turno em 8 de fevereiro definirá o sucessor de Marcelo Rebelo de Sousa.
O resultado pode sinalizar mudanças no equilíbrio político europeu, com ecos na direita conservadora global, incluindo o Brasil.
Enquanto isso, bolsonaristas veem na ascensão de Ventura um reforço ao movimento anti-esquerda mundial


















