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Aviões militares americanos devem pousar em breve na Groenlândia

Aviões militares americanos devem chegar em breve à Groenlândia em meio a tensões com Trump

Aviões militares dos Estados Unidos e do Canadá, operados pelo Comando de Defesa Aeroespacial da América do Norte (NORAD), devem pousar em breve na base de Pituffik, na Groenlândia. A informação foi divulgada nesta segunda-feira (19) pelo próprio NORAD, uma organização binacional formada por EUA e Canadá.

De acordo com o comunicado oficial, as aeronaves vão apoiar “atividades planejadas há muito tempo” do NORAD, reforçando a cooperação de defesa duradoura entre os Estados Unidos, o Canadá e o Reino da Dinamarca – soberano sobre a Groenlândia, território autônomo no Ártico.

“Esta atividade foi coordenada com o reino da Dinamarca e todas as forças de apoio operam com as autorizações diplomáticas necessárias. O governo da Groenlândia também foi informado sobre as atividades previstas”, destacou o NORAD em nota.

“Eles darão suporte a atividades do Norad planejadas há muito tempo, com base na cooperação de defesa duradoura entre os Estados Unidos e o Canadá, e o reino da Dinamarca”, acrescentou a organização.

O anúncio ocorre em um momento de alta tensão geopolítica na região.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tem pressionado publicamente pela aquisição ou controle da Groenlândia, destacando sua importância estratégica no Ártico e suas vastas reservas de minerais raros. A base de Pituffik (antiga Thule Air Force Base) é a única instalação militar americana no território e desempenha papel chave na defesa aeroespacial do continente norte-americano.

O NORAD enfatizou que as operações são rotineiras e independentes de qualquer contexto político recente, focando na defesa conjunta contra ameaças aéreas. Não foram informados detalhes sobre o número de aviões, tipos específicos ou duração das atividades.

A chegada das aeronaves militares americanas à Groenlândia coincide com reforço da presença militar dinamarquesa e de aliados europeus na ilha, em resposta às declarações de Trump sobre o território. A Dinamarca e a Groenlândia já rejeitaram propostas de venda ou anexação, defendendo a soberania do arquipélago.

A situação reforça a relevância estratégica do Ártico no cenário global, onde questões de segurança, recursos naturais e mudanças climáticas se entrelaçam.

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