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Mapa revela riquezas inexploradas na Groenlândia

Groenlândia: Mapa revela vasto potencial mineral inexplorado na ilha cobiçada por Trump

Um mapa atualizado destaca a impressionante riqueza mineral da Groenlândia, território autônomo da Dinamarca que voltou ao centro das discussões geopolíticas com o interesse renovado do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

A ilha abriga mais de 1.100 jazidas minerais identificadas, das quais mais de 600 contêm minerais críticos essenciais para a economia e a segurança nacional americana, incluindo terras raras, mas a extração permanece majoritariamente inviável devido a desafios extremos.

O infográfico, baseado em dados dos Serviços Geológicos da Dinamarca e da Groenlândia, da Autoridade de Licenciamento Mineral local, do Departamento de Energia dos EUA, do Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) e da Associação Empresarial da Groenlândia (atualizado em janeiro de 2025), mostra apenas o recurso primário em cada localidade.

Apesar do potencial, apenas duas minas estão em operação atualmente, com oito licenças de mineração ativas.

“A ideia de transformar a Groenlândia na fábrica de terras raras dos Estados Unidos é ficção científica. É simplesmente uma loucura”, afirmou Malte Humpert, fundador e pesquisador sênior do Instituto Ártico.

Especialistas alertam para as dificuldades logísticas: cerca de 80% da ilha está coberta por uma espessa camada de gelo (mais de um quilômetro em muitas áreas), a localização fica acima do Círculo Polar Ártico, com escuridão prolongada no inverno e falta total de infraestrutura e mão de obra qualificada. A extração pode custar de cinco a dez vezes mais do que em outros locais do mundo.

“Seria o mesmo que minerar na Lua. Em alguns aspectos, é pior que a Lua”, alertou Humpert.

O derretimento das geleiras causado pelas mudanças climáticas abriu novas rotas de navegação no Ártico, mas também gera instabilidade no solo, riscos de deslizamentos e maior complexidade operacional. Regulamentações ambientais rigorosas, refletindo a prioridade local pela preservação, elevam ainda mais os custos e podem gerar resistência política.

“Se houvesse um ‘pote de ouro’ esperando no fim do arco-íris na Groenlândia, empresas privadas já teriam ido para lá”, avaliou Jacob Funk Kirkegaard, pesquisador sênior não residente do Instituto Peterson de Economia Internacional.

“Mudanças climáticas não significam facilidade. Não estamos no Mediterrâneo nem na sua banheira. Há apenas menos gelo”, complementou Humpert.

“Você pode acabar tendo uma situação política local hostil”, advertiu Funk Kirkegaard.

Trump anunciou recentemente uma “estrutura” para um possível acordo envolvendo os recursos minerais da Groenlândia, posicionando a ilha como prioridade estratégica.

O governo americano classifica 60 minerais como críticos, incluindo 15 elementos de terras raras vitais para tecnologias de defesa, energias renováveis, eletrônicos e veículos elétricos.

Apesar do interesse, especialistas consideram a exploração em larga escala como improvável sem subsídios massivos ou incentivos governamentais, comparando-a a projetos lunares ou de alto risco.

A Groenlândia, com sua posição geoestratégica no Ártico – entre EUA, Rússia e China –, ganha relevância adicional com o aumento do tráfego marítimo polar.

No entanto, o foco atual em minerais estratégicos e terras raras reforça o debate sobre soberania, independência groenlandesa e interesses globais em recursos críticos para a transição energética e a segurança internacional.

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