Caso Banco Master se aproxima perigosamente do Governo Lula em ano eleitoral
Em análise publicada no jornal O Estado de S. Paulo, o colunista e cientista político Fernando Schuler destacou que o escândalo envolvendo o Banco Master está se aproximando de forma preocupante da esfera de poder do governo federal, especialmente no contexto pré-eleitoral de 2026.
O texto questiona possíveis interferências e conexões políticas que ligam a instituição financeira a figuras do PT e do Executivo.
Schuler aponta para uma reunião no Palácio do Planalto envolvendo o petista Lula da Silva, o controlador do banco Daniel Vorcaro e o então indicado para a presidência do Banco Central, Gabriel Galípolo.
O encontro teria sido articulado pelo ex-ministro da Fazenda Guido Mantega, contratado pelo Banco Master por indicação do líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), que atuou como uma espécie de recrutador de economistas para a instituição.
O artigo também menciona o contrato mantido pelo escritório de advocacia do ex-ministro Ricardo Lewandowski com o Banco Master durante grande parte de seu mandato no Ministério da Justiça e Segurança Pública, encerrado em janeiro de 2026. Schuler interpreta o vínculo como uma assessoria de relacionamento institucional.

“O ministro Lewandowski, manteve durante todo o seu mandato (no ministério da Justiça), praticamente todo o seu mandato, até setembro do ano passado, um contrato, seu escritório de assessoria jurídica institucional estratégica com o próprio Banco Master. O que que significa exatamente isso? Assessoria jurídica e institucional estratégica seria uma assessoria de relacionamento”, destacou.
O colunista conclui que essas conexões – incluindo indicações, contratos e reuniões – colocam o caso em uma posição delicada para o Planalto.
“O fato é que o caso Master vai se aproximando perigosamente, delicadamente no ano eleitoral da esfera de poder do governo federal, não é?”, finalizou Schuler.
O escândalo do Banco Master envolve suspeitas de fraudes financeiras, emissão de títulos sem lastro, liquidação extrajudicial decretada pelo Banco Central em novembro de 2025 e investigações da Polícia Federal (Operação Compliance Zero).
O caso ganhou nova dimensão com revelações sobre contratos milionários e encontros fora da agenda oficial, gerando debates sobre autonomia institucional, conflitos de interesse e impactos políticos no governo Lula.
Em ano de eleições presidenciais, o avanço das apurações pode intensificar críticas e afetar a imagem do Executivo.


















