Conselheiro do Líder Supremo do Irã Alerta: Ataque dos EUA seria o início de uma guerra total
Em meio à escalada de tensões no Oriente Médio, o conselheiro sênior do líder supremo do Irã, Ali Shamkhani, declarou que qualquer ação militar americana contra o país seria interpretada como o início de uma guerra, desencadeando uma resposta imediata, total e sem precedentes.
O Irã colocou no mar o “Shahid Bagheri”, navio adaptado para operar drones e helicópteros. Satélites mostram a embarcação perto de Bandar Abbas, na área estratégica do Estreito de Hormuz.

A declaração, feita em postagem na rede social X nesta quarta-feira (28 de janeiro de 2026), responde diretamente às ameaças recentes do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que pressiona por um novo acordo nuclear e menciona o deslocamento de uma poderosa frota naval ao Golfo Pérsico.
Shamkhani rejeitou a ideia de um ataque “limitado” como mera ilusão e ampliou o tom de advertência, afirmando que a retaliação iraniana não se restringiria ao agressor direto:
“Um ‘ataque limitado’ é uma ilusão. Qualquer ação militar nossa — de qualquer origem e em qualquer nível — será considerada o início de uma guerra, e sua resposta será imediata, total e sem precedentes, visando o coração de Tel Aviv e todos aqueles que apoiam o agressor.”

O conselheiro destacou o coração de Tel Aviv como alvo potencial, sinalizando que o Irã consideraria aliados dos EUA, especialmente Israel, como parte do conflito. A declaração ecoa o posicionamento do chanceler iraniano Abbas Araghchi, que reforçou:
“Nossas valentes Forças Armadas estão preparadas — com o dedo no gatilho — para responder de forma imediata e poderosa a QUALQUER agressão contra nossa amada terra, ar e mar.”
O contexto da ameaça remonta ao ataque aéreo americano em junho de 2025 contra instalações nucleares iranianas em Fordow, Isfahan e Natanz. Trump, em postagens recentes, alertou que um novo ataque seria “muito pior” caso Teerã não aceite um acordo sem armas nucleares, afirmando que “o tempo está se esgotando”.

O presidente americano também destacou o envio de uma “enorme armada” maior que a usada na intervenção na Venezuela, incluindo o porta-aviões USS Abraham Lincoln.

Do lado iraniano, o presidente Masoud Pezeshkian anunciou a reconstrução acelerada das instalações danificadas, com maior capacidade e proteção. A retórica belicosa de ambos os lados ocorre enquanto o Irã enfrenta protestos internos intensos, com repressão que resultou em milhares de mortes, segundo ONGs.

A movimentação naval dos EUA no Oriente Médio eleva o risco de confronto direto, reacendendo temores de uma guerra regional que poderia envolver Israel, iranianos e aliados americanos.



















