EUA e Irã: Escalada de tensão aumenta com ameaças de Trump e mobilização militar no Golfo Pérsico
A relação entre Estados Unidos e Irã vive um dos momentos mais críticos em anos recentes, com o presidente Donald Trump intensificando ameaças de ação militar caso Teerã não atenda a uma série de exigências sobre seu programa nuclear, mísseis balísticos e influência regional.
A tensão escalou nas últimas semanas, marcada pelo envio de uma poderosa frota naval americana ao Golfo Pérsico e respostas firmes de autoridades iranianas.

Trump posicionou o porta-aviões USS Abraham Lincoln, acompanhado de navios de guerra, bombardeiros e caças, em local estratégico para alcançar alvos no território iraniano.
O líder americano condiciona a evitação de um novo ataque — mais grave que os bombardeios de junho de 2025 — ao cumprimento de demandas consideradas máximas por Teerã, incluindo a interrupção total do programa nuclear (mesmo para fins civis), limites ou abandono do desenvolvimento de mísseis balísticos e o fim do apoio a grupos aliados como Hezbollah, milícias xiitas no Iraque e Síria, Hamas, Jihad Islâmica e houthis no Iêmen.
Do lado iraniano, o presidente Masoud Pezeshkian alertou que qualquer agressão será respondida com força. O chanceler Abbas Araghchi sinalizou abertura a negociações nucleares, desde que as ameaças cessem. O regime enfrenta ainda protestos internos recentes, com repressão que entrou na pauta das exigências americanas.
A mobilização americana ocorre após ataques de 2025 que, segundo especialistas, enfraqueceram defesas iranianas mas tornaram o programa nuclear mais subterrâneo. Trump já retirou os EUA de mais de 60 organizações da ONU, o que complica verificações neutras.
Analistas alertam para risco de escalada regional ou global, com impactos no preço do petróleo, rotas marítimas (como o Estreito de Ormuz) e estabilidade no Oriente Médio.
O Irã mantém que não negociará sob ameaça e prepara exercícios militares, enquanto Teerã acusa Washington de estimular instabilidade interna.


















