Laura Fernández conquista presidência da Costa Rica em vitória decisiva no primeiro turno
Em uma reviravolta política marcada por preocupações com a segurança pública, Laura Fernández, candidata conservadora do Partido Povo Soberano (PPS), emergiu vitoriosa na eleição presidencial da Costa Rica realizada em 1º de fevereiro de 2026.
Marco Rubio parabenizou Laura Fernandez pela vitória, confira:


Com uma campanha focada em medidas rigorosas contra o crime organizado, Fernández superou a barreira de 40% dos votos necessários para evitar um segundo turno, consolidando uma vitória esmagadora que reflete a continuidade do legado do presidente cessante Rodrigo Chaves.

Os resultados preliminares divulgados pelo Tribunal Supremo Eleitoral (TSE) indicam que, com mais de 93% das urnas apuradas, Fernández obteve aproximadamente 48,3% dos votos válidos.
Seu principal adversário, o economista Álvaro Ramos, do Partido Libertação Nacional, ficou com 33,4%, enquanto outros candidatos, incluindo uma ex-primeira-dama, somaram percentuais bem inferiores, como cerca de 5%.
Essa margem ampla representa a primeira vitória no primeiro turno em mais de uma década no país, destacando o apoio popular à agenda de “continuidade da mudança” promovida pela candidata.
Aos 39 anos, a cientista política Fernández se torna a segunda mulher a assumir a presidência costarriquenha, sucedendo Laura Chinchilla (2010-2014). Escolhida pessoalmente por Chaves como sua sucessora, ela capitalizou a popularidade do governo atual, que priorizou políticas de combate ao narcotráfico e à violência ligada ao comércio de cocaína.
“Essa vitória sinaliza que o movimento iniciado por Chaves veio para ficar e continuará moldando a política costarriquenha”, analisam especialistas regionais.
No contexto regional, o triunfo de Fernández alinha a Costa Rica ao giro à direita observado em partes da América Latina, com ênfase em segurança e parcerias internacionais.
Embora haja menções a laços estreitos com os Estados Unidos, incluindo acordos migratórios firmados durante a administração Trump, não há evidências de endosso direto do ex-presidente norte-americano à campanha de Fernández.
A nova presidente-eleita prometeu aprofundar reformas, incluindo a criação de uma “terceira república” com mudanças irreversíveis na governança.
Além da presidência, o PPS deve expandir sua presença no Congresso, projetando conquistar até 30 das 57 cadeiras, o que facilitará a implementação de sua agenda. A posse está marcada para 8 de maio de 2026, em meio a expectativas de continuidade em políticas econômicas e de segurança.
Essa eleição, influenciada por crescentes taxas de criminalidade, reflete o desejo dos eleitores por estabilidade em um país tradicionalmente conhecido por sua democracia pacífica e o lema “Pura Vida”.


















