Tensões entre EUA e Cuba escalam: Embaixador americano Mike Hammer enfrenta hostilidade organizada pela terceira vez em menos de 24 horas
O encarregado de negócios dos Estados Unidos em Havana, Mike Hammer, foi alvo de mais um episódio de intimidação em Cuba. Grupos de manifestantes, descritos como apoiadores do regime cubano, confrontaram o diplomata durante visitas a províncias fora da capital, incluindo Camagüey e Trinidad.
O incidente mais recente ocorreu em Camagüey, onde uma multidão organizada gritou insultos como “assassino” (“murderer”) e “imperialista”, tentando interferir em seus encontros com residentes locais, líderes religiosos e representantes da sociedade civil.
Os incidentes começaram no sábado em Trinidad, onde um pequeno grupo confrontou Hammer ao sair da igreja de San Francisco de Paula, após reunião com o padre e ativista José Conrado Rodríguez. Horas depois, à noite, outro ato ocorreu em frente ao Hotel Santa María, em Camagüey. No domingo, uma terceira ação aconteceu na chegada do diplomata a Camagüey, com manifestantes gritando termos como “assassino” (“murderer”) e “imperialista”, além de “abaixo o bloqueio”.
Hammer registrou um dos momentos em vídeo e comentou com ironia sobre o ocorrido: “When I left the parish, a few communists, surely frustrated by how bad the revolution is going, shouted obscenities at me.” (traduzido: “Quando saí da paróquia, alguns comunistas, certamente frustrados com o quão mal a revolução está indo, gritaram obscenidades para mim.”)
O Departamento de Estado dos EUA reagiu com dureza, acusando o regime cubano de recorrer a táticas repressivas e exigindo o fim imediato das interferências. Em comunicado oficial, a pasta afirmou: “The illegitimate Cuban regime must immediately stop its repressive acts of sending individuals to interfere with the diplomatic work of CDA Hammer and members of the@USembcubateam.” (traduzido: “O regime cubano ilegítimo deve parar imediatamente seus atos repressivos de enviar indivíduos para interferir no trabalho diplomático do encarregado de negócios Hammer e dos membros da equipe da Embaixada dos EUA.”)
Autoridades americanas expressaram preocupação com a possibilidade de escalada, alertando que a vigilância constante e a hostilidade crescente poderiam levar a um incidente grave, com alguém “fazendo algo estúpido” ou resultando em ferimentos.
Os atos ocorrem em meio a tensões bilaterais agravadas pela administração Trump, com sanções mais duras, pressão por mudanças no regime cubano e críticas à crise econômica e energética na ilha.
O governo de Havana acusa Hammer de conduta “intervencionista” e de tentar fomentar instabilidade ao se reunir com dissidentes, líderes religiosos e cidadãos comuns.


















