O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, comentou publicamente sobre uma virada no comportamento do presidente colombiano Gustavo Petro, atribuindo a mudança à recente operação militar americana que resultou na captura do líder venezuelano Nicolás Maduro. A declaração foi feita a repórteres na Casa Branca nesta segunda-feira (2 de fevereiro de 2026), véspera de encontro bilateral entre Trump e Petro em Washington.
Trump expressou otimismo com a reunião marcada para terça-feira, destacando que Petro tem se mostrado mais cooperativo nos últimos meses. Ele observou: “Ele era crítico antes, mas DE ALGUMA FORMA, depois da operação contra a Venezuela, ele ficou muito simpático! Mudou de atitude!”
O comentário refere-se à operação de janeiro de 2026, conduzida por forças americanas, que levou à prisão de Maduro em Caracas, sob acusações relacionadas a tráfico de drogas e conspiração. A ação gerou forte reação inicial de Petro, que criticou veementemente a intervenção como violação de soberania e imperialismo, chegando a alertar para uma possível ameaça similar à Colômbia.
Trump, por sua vez, havia respondido com tom duro, chamando Petro de “homem doente” e sugerindo que ele “cuidasse do rabo” diante do fluxo de cocaína para os EUA.
Apesar das tensões iniciais — que incluíram protestos antiamericanos na Colômbia e trocas de farpas públicas —, os líderes mantiveram uma ligação telefônica cordial logo após o episódio, o que abriu caminho para um degelo diplomático.
Trump agora descreve Petro como “muito gentil” e “amigável” recentemente, indicando disposição para discutir temas como segurança regional, combate ao narcotráfico e cooperação bilateral.
O encontro na Casa Branca, o primeiro presencial entre os dois desde o início do segundo mandato de Trump, ocorre em contexto de alta sensibilidade no hemisfério.
A Colômbia, principal parceira dos EUA na luta antidrogas na América Latina, enfrenta pressões para intensificar ações contra o tráfico, enquanto Petro — cujo mandato termina em agosto de 2026 — busca equilibrar relações com Washington sem comprometer sua agenda progressista.


















