Executivo do Banco Master acusa BC de atuação política ao salvar apenas instituição ligada ao PT
Um executivo do Banco Master, em depoimento exclusivo à coluna de Julio Wiziack no UOL Economia, acusou o Banco Central de ter agido de forma política ao intervir apenas em instituições financeiras ligadas ao PT, enquanto deixou o Master ser liquidado extrajudicialmente em novembro de 2025.
Segundo o depoente, que atuava em área estratégica do banco controlado por Daniel Vorcaro, o BC teria adotado critérios seletivos de supervisão e resolução, priorizando a preservação de bancos com conexões políticas em detrimento de outros com problemas semelhantes de liquidez e governança.
O executivo alega que o Master enfrentou tratamento mais rigoroso, com negativas sucessivas de recomposição de capital e veto à venda de controle para o BRB, enquanto outra instituição (não citada nominalmente na reportagem, mas associada ao PT) recebeu apoio ou prazos mais flexíveis para regularizar sua situação. Ele afirma que o BC “foi político” ao decidir quem salvar e quem deixar cair.
“BC foi político e só salvou banco ligado ao PT, diz executivo do Master”
A declaração reforça suspeitas já levantadas pela oposição na CPMI do INSS e na CPI do Crime Organizado, que investigam possíveis favorecimentos políticos no sistema financeiro durante a crise do Master (rombo estimado em R$ 12 bilhões, fraudes em consignados e conexões com o “Careca do INSS”).
O Banco Central, por sua vez, nega qualquer interferência política, afirmando que as decisões foram técnicas, baseadas em relatórios de risco e cumprimento de normas prudenciais.
O caso Master continua a gerar controvérsia: além da liquidação e da prisão de Vorcaro, a decisão de “dois pesos e duas medidas” no BC alimenta críticas ao governo Lula e ao regulador, especialmente em ano pré-eleitoral. Investidores e analistas cobram maior transparência nas intervenções do Banco Central para restaurar confiança no sistema bancário brasileiro.


















