PF deflagra Operação Zona Cinzenta e investiga irregularidades em investimentos do regime próprio do Amapá no Banco Master
A Polícia Federal (PF) lançou nesta quinta-feira (6 de fevereiro de 2026) a Operação Zona Cinzenta, que mira suspeitas de irregularidades na gestão de recursos da Previdência Social do Estado do Amapá (RPPS-AP). O foco principal da investigação é a aplicação de verbas do fundo previdenciário em Letras Financeiras emitidas pelo Banco Master, instituição financeira liquidada extrajudicialmente pelo Banco Central em novembro de 2025 após rombo bilionário e acusações de gestão fraudulenta.
Agentes cumprem mandados de busca e apreensão em Macapá e Brasília, com o objetivo de coletar documentos, contratos e comunicações que comprovem ou descartem a existência de favorecimento, falta de diligência ou desvio de finalidade na decisão de investir recursos públicos previdenciários em títulos do Master.
A operação é coordenada pela Superintendência Regional da PF no Amapá e conta com apoio da Controladoria-Geral da União (CGU) e do Ministério Público Federal (MPF).
O Regime Próprio de Previdência Social do Amapá (RPPS-AP) teve parte significativa de sua carteira aplicada em produtos do Banco Master, que prometiam rentabilidade atraente, mas acabaram expostos ao risco elevado após a intervenção regulatória.
A PF apura se houve violação de normas de prudência financeira, conflito de interesses ou omissão na avaliação de risco pelos gestores do fundo.
A ação ocorre em paralelo às investigações nacionais sobre o escândalo do Banco Master, que já envolve a CPMI do INSS, a CPI do Crime Organizado e a Operação Compliance Zero.
O caso do Amapá pode revelar ramificações regionais do esquema, ampliando o alcance das apurações sobre o uso indevido de recursos previdenciários.


















