Brasil estagnado no índice de percepção da corrupção 2025: Repete segunda pior nota histórica com impunidade generalizada
O Brasil manteve-se estagnado no Índice de Percepção da Corrupção (IPC) 2025, divulgado pela Transparência Internacional, repetindo a segunda pior nota da série histórica iniciada em 2012: 35 pontos em uma escala de 0 a 100 (quanto menor, maior a percepção de corrupção no setor público).

O país ocupou a 107ª posição entre 182 nações e territórios avaliados, abaixo da média global e das Américas (ambas em 42 pontos).

A variação de apenas um ponto em relação a 2024 (de 34 para 35) foi considerada estatisticamente insignificante, confirmando uma década de estagnação abaixo da média mundial.
Bruno Brandão, diretor executivo da Transparência Internacional – Brasil, destacou os principais fatores: “(O Brasil) também chocou o mundo com casos de macrocorrupção em escala inédita, como INSS e Master, impunidade generalizada mesmo para corruptos confessos e condutas desmoralizantes de ministros do próprio STF.”
O relatório aponta que os Três Poderes contribuem para o quadro: o Executivo falhou em evitar captura de agências regulatórias e estatais e manteve barganha política baseada em emendas; o Legislativo aprovou medidas que debilitam o combate à corrupção, como afrouxamento da Lei da Ficha Limpa; e o Judiciário, apesar de avanços em alguns casos, garante impunidade em macrocorrupção e tem ministros com vínculos suspeitos a empresas corruptas.
Apesar de algum progresso no combate à lavagem de dinheiro ligada ao crime organizado, a impunidade generalizada e casos de corrupção em grande escala impedem avanços reais. O Brasil permanece em patamar semelhante a países como Sri Lanka (35 pontos), Argentina e Ucrânia (36 pontos), e abaixo de nações que melhoraram recentemente.
O resultado reforça críticas ao atual cenário político, com o Brasil estagnado há dez anos e distante de padrões de transparência e accountability esperados para uma democracia consolidada. Em ano eleitoral, o tema ganha relevância como indicador de governança e confiança institucional.

















