Enquanto a proposta de acabar com a escala 6×1 ganha força no Congresso Nacional, a FIESP (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) está elaborando uma análise detalhada sobre os efeitos dessa alteração no setor produtivo.
A entidade expressa receio quanto aos impactos negativos da mudança na jornada para a produção e defende que a negociação direta entre empregadores e funcionários seja preservada.
“O engessamento da jornada por via constitucional, sem considerar as especificidades de cada setor, compromete a autonomia de empresas e trabalhadores”, disse Paulo Skaf, presidente da Fiesp, em comunicado
Confira o que disse o colunista da CNN Hélio Beltrão:

Assista:
A pesquisa da Fiesp deve ser apresentada somente depois do carnaval, momento em que a federação emitirá uma posição oficial.
De acordo com a nota divulgada, a Fiesp informa que mantém conversas com representantes sindicais dos trabalhadores e com diversos segmentos produtivos a respeito da jornada laboral.
“A entidade manifesta preocupação com a forma como o debate acerca da escala 6×1 vem sendo conduzido, defendendo que qualquer alteração deve respeitar a soberania das negociações coletivas, conforme previsto na Constituição Federal.
A entidade alerta que uma transição sem o correspondente aumento de produtividade ou redução do “Custo Brasil” resultará, inevitavelmente, em pressões inflacionárias e perda de competitividade.
Durante um encontro com empresários nesta segunda-feira, dia 9, ao lado do presidente do PT, Edinho Silva, um participante do ramo de bares e restaurantes externou temor de que a alteração provoque aumento de despesas e demissões em massa.
“É um tema que deve ser tratado com calma. O Congresso Nacional é o espaço apropriado para essa discussão”, respondeu o dirigente petista.
“Tais medidas impactam severamente a sustentabilidade de pequenas e médias empresas, devendo gerar retração econômica, fechamento de postos de trabalho formais e o avanço da informalidade”.
De quem é o projeto?
O principal texto em tramitação na Câmara dos Deputados é a PEC 8/2025, de autoria da deputada Erika Hilton (PSOL-SP), protocolada em fevereiro de 2025.Ela foi encaminhada à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) pelo presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), em 9 de fevereiro de 2026 (ontem, basicamente).
Está apensada (unida) a uma PEC mais antiga do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG).
No Senado, existe a PEC 148/2025 (ou similar), de autoria do senador Paulo Paim (PT-RS), que já foi aprovada na CCJ do Senado em dezembro de 2025 e prevê redução gradual.
O governo Lula considera isso prioridade para 2026 e pode enviar um Projeto de Lei próprio (PL) com urgência para acelerar. É uma bandeira antiga de movimentos trabalhistas (como o “Vida Além do Trabalho” / VAT) e de centrais sindicais.


















