Mark Zuckerberg compra mansão na Flórida e planeja mudança definitiva da Califórnia diante de proposta de imposto sobre bilionários
O CEO da Meta, Mark Zuckerberg, adquiriu uma luxuosa mansão à beira-mar na exclusiva ilha de Indian Creek, em Miami, conhecida como “Bunker dos Bilionários”. A transação, estimada entre US$ 150 milhões e US$ 200 milhões, sinaliza a intenção do bilionário de estabelecer residência permanente na Flórida, juntando-se a uma onda de migração de magnatas da tecnologia que deixam a Califórnia motivados por preocupações fiscais.
A principal razão apontada por fontes do mercado imobiliário e reportagens especializadas é a proposta de um imposto estadual único de 5% sobre patrimônios líquidos superiores a US$ 1 bilhão (cerca de R$ 5,3 bilhões), apelidado de “imposto sobre bilionários” ou “wealth tax”.
A medida, ainda em fase de coleta de assinaturas para inclusão na cédula eleitoral de novembro de 2026, teria efeito retroativo a partir de 1º de janeiro de 2026, o que acelerou decisões de mudança de domicílio entre os ultra-ricos do Vale do Silício.
A Flórida, ao contrário da Califórnia (que aplica a maior alíquota estadual de imposto de renda dos EUA, de até 13,3%), não cobra imposto estadual sobre renda, tornando-se destino atraente para bilionários como Jeff Bezos, Larry Page, Sergey Brin, Peter Thiel e agora Zuckerberg.
A nova propriedade de Zuckerberg fica no mesmo enclave de luxo onde residem outras figuras proeminentes, reforçando a tendência de concentração de riqueza no sul da Flórida.
Fontes próximas ao empresário indicam que a mudança para a nova residência está prevista para os próximos meses, possivelmente em abril. Embora Zuckerberg ainda não tenha confirmado publicamente os motivos, analistas veem na aquisição um movimento estratégico para evitar impactos tributários potenciais, em meio a um êxodo crescente de capital e talento da Califórnia.
O caso destaca o debate sobre taxação de grandes fortunas nos EUA, com críticos argumentando que medidas como essa podem levar à fuga de contribuintes ricos e à erosão da base fiscal do estado.
A proposta californiana, se aprovada, poderia arrecadar bilhões, mas já enfrenta resistência de setores econômicos e políticos.


















