Lula pode ser punido por desfile de Carnaval em sua homenagem, mesmo após seguir orientações do TSE
O desfile da escola de samba Acadêmicos de Niterói na Marquês de Sapucaí, que homenageou o petista Lula da Silva no Carnaval 2026, pode resultar em sanções eleitorais contra o mandatário, mesmo que ele tenha atendido a “recados” do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) durante o evento.
Especialistas em direito eleitoral ouvidos por veículos como Folha de S.Paulo, O Globo e BBC Brasil divergem sobre a gravidade, mas concordam que há brecha para enquadramento em propaganda eleitoral antecipada ou abuso de poder político e econômico. O uso de recursos públicos (patrocínios de prefeituras, governo estadual e Embratur) para promover a imagem de Lula em contexto pré-eleitoral é o principal ponto questionado.
Escola que homenageou Lula zomba de conservadores ilustrando família EM CONSERVA, assista:
O TSE rejeitou, por unanimidade, pedidos de censura prévia ao desfile (apresentados por partidos como Novo e Missão), mas deixou claro que o Carnaval não serve como “fresta para ilícitos eleitorais”. Ministros como Cármen Lúcia e André Mendonça alertaram para excessos previsíveis, mantendo o processo aberto para análise posterior de eventuais irregularidades.
“Se a justiça eleitoral entender que nesse benefício eleitoral houve abuso, ele pode sofrer essas consequências mais graves.”
As punições possíveis incluem cassação de registro de candidatura (se houver registro), inelegibilidade por até oito anos e, em caso de vitória nas urnas, perda de mandato. A oposição, incluindo o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o Partido Novo, já anunciou ações no TSE alegando abuso e pedindo inelegibilidade de Lula.
A escola manteve o enredo focado na trajetória de Lula, com elementos de crítica a adversários, mas sem bandeiras partidárias explícitas.
Lula acompanhou parte do desfile do camarote e desceu à avenida, o que ampliou o debate sobre promoção pessoal.


















