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Israel alerta para possível ataque conjunto com EUA contra Irã

Israel elevou seu nível de alerta e intensificou os preparativos militares em resposta a crescentes indícios de um possível ataque conjunto com os Estados Unidos contra o Irã nos próximos dias. A informação foi revelada por duas fontes israelenses à CNN, uma delas oficial militar, em reportagem publicada em 18 de fevereiro de 2026.

De acordo com as fontes, Israel mantém ceticismo em relação às negociações nucleares entre Washington e Teerã, apesar dos avanços anunciados na segunda rodada de conversas. O país acelerou o planejamento operacional e defensivo, incluindo consultas especiais de segurança realizadas pelo primeiro-ministro Benjamin Netanyahu e uma reunião a portas fechadas da Comissão de Relações Exteriores e Defesa com o chefe do Comando da Defesa Civil.

“Estamos vivendo tempos desafiadores diante do Irã”, afirmou o presidente da comissão parlamentar, Boaz Bismuth, destacando que o governo e a população israelense estão “se preparando para qualquer cenário” de confronto.

O ex-chefe da inteligência militar israelense, Amos Yadlin, reforçou a gravidade da situação ao declarar que o país está “muito mais perto do que antes (de um ataque)” e aconselhou: “pensaria duas vezes antes de viajar de avião neste fim de semana”.

Uma das fontes indicou que, se autorizada pelo presidente americano Donald Trump, a ofensiva seria mais extensa que o conflito de 12 dias ocorrido em junho de 2025, envolvendo ataques coordenados entre EUA e Israel, com foco em mísseis balísticos iranianos e possivelmente elementos do regime.

Trump tem ameaçado ação militar caso o Irã não aceite um novo acordo nuclear “justo com todas as partes”, enviando reforços navais à região, incluindo o porta-aviões USS Abraham Lincoln com caças F-35 a bordo.

Em paralelo, o Irã rejeita negociações sob pressão: o ministro das Relações Exteriores, Abbas Araghchi, afirmou que conversas só ocorrerão “em condições em que ameaças e demandas sejam deixadas de lado”, alertando que as Forças Armadas responderão “imediata e poderosamente” a qualquer agressão.

O conselheiro do líder supremo iraniano, Ali Shamkhani, classificou um eventual ataque dos EUA como o “início de uma guerra”.

A escalada tem raízes na repressão violenta a protestos antigovernamentais no Irã em janeiro de 2026, com mais de 5 mil manifestantes mortos segundo grupos de direitos humanos, bloqueio de internet e ameaças de Trump de atacar “com força total” em caso de violência extrema.

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