A manobra, confirmada por agências oficiais iranianas e pelo Ministério da Defesa russo, envolveu a corveta Stoikiy (da Marinha russa) e diversas embarcações iranianas
As marinhas do Irã e da Rússia realizaram nesta quinta-feira (19 de fevereiro de 2026) um exercício naval conjunto no Golfo de Omã (também conhecido como Mar de Omã) e no norte do Oceano Índico, com atividades próximas à entrada do estratégico Estreito de Ormuz.
A manobra, confirmada por agências oficiais iranianas (como Fars e Tasnim) e pelo Ministério da Defesa russo, envolveu a corveta Stoikiy (da Marinha russa) e diversas embarcações iranianas, com foco em coordenação tática, manobras conjuntas, proteção à navegação comercial, combate ao terrorismo marítimo e segurança de rotas de petróleo.
O contra-almirante Hassan Maqsoudlou, porta-voz dos exercícios iranianos, destacou que o treinamento visa “desenvolver a cooperação marítima conjunta e fortalecer as relações entre as marinhas de ambos os países no planejamento e execução de operações conjuntas”. As forças alternaram o comando das operações, realizando práticas de formação tática, imagens aéreas e manobras coordenadas.
O exercício ocorre em um momento de alta tensão geopolítica no Oriente Médio, logo após exercícios isolados da Guarda Revolucionária Islâmica no Estreito de Ormuz (iniciados em 16 de fevereiro) e em paralelo a negociações nucleares entre Irã e Estados Unidos.
A presença russa reforça o alinhamento militar entre Moscou e Teerã, que se intensificou nos últimos anos com acordos de cooperação e apoio mútuo em fóruns internacionais.
Logo ali ao lado, no Mar Arábico (Arabian Sea), opera o porta-aviões USS Abraham Lincoln (CVN-72), líder do Carrier Strike Group-3 da Marinha dos EUA. O grupo, que inclui cruzadores, destróieres e submarinos de apoio, está posicionado na área de operações da 5ª Frota americana, a cerca de 200-300 km da costa de Omã e do Estreito de Ormuz.
Imagens de satélite e relatórios da US Navy confirmam operações de voo rotineiras com caças F/A-18 e aeronaves de apoio, em meio ao reforço militar ordenado pelo presidente Donald Trump para pressionar por um novo acordo nuclear com o Irã.

A proximidade geográfica entre as forças russas-iranianas e o grupo americano eleva o risco de incidentes acidentais ou escalada, especialmente considerando ameaças mútuas: Trump reiterou possibilidade de ação militar caso Teerã não aceite negociações, enquanto autoridades iranianas alertam para resposta “imediata e poderosa” a qualquer agressão.
Exercícios trilaterais com a China (Maritime Security Belt 2026) também estão previstos para os próximos dias no mesmo corredor marítimo.


















