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Vorcaro desiste de comparecer à CPMI do INSS

Ex-banqueiro cita “clima ruim” após decisão de Mendonça

O banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, decidiu não comparecer ao depoimento marcado para segunda-feira (23) na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS. A desistência surge logo após o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), tornar facultativo o comparecimento e proibir o uso de jatinho particular para o deslocamento de Belo Horizonte a Brasília.

Ouça a analise da jornalista do SBTNEWS

Vorcaro, que cumpre prisão domiciliar com tornozeleira eletrônica desde novembro de 2025, avaliou o ambiente como hostil. Aliados e fontes próximas revelaram que ele teme constrangimento, tratamento como “preso” durante o trajeto e exposição excessiva na comissão – especialmente após a proibição judicial ao avião privado, mesmo com escolta proposta. A decisão de Mendonça reforçou seu direito ao silêncio como investigado em inquérito da Polícia Federal (PF).

A CPMI do INSS investiga irregularidades em descontos de empréstimos consignados do Banco Master a aposentados e pensionistas, com suspeitas de fraudes em cerca de 250 mil contratos e falta de consentimento dos beneficiários.

O depoimento de Vorcaro era aguardado como peça-chave para esclarecer o esquema que levou à liquidação extrajudicial do banco pelo Banco Central, envolvendo R$ 12 bilhões em movimentações irregulares.

Agora, Vorcaro negocia condições para eventualmente prestar esclarecimentos na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, marcada para terça-feira (24). A oitiva na CAE tem escopo mais amplo, incluindo a liquidação do Master e ramificações no sistema financeiro, e poderia servir como alternativa para demonstrar colaboração sem o que ele considera um “clima ruim” na CPMI.

A defesa do banqueiro não confirmou oficialmente a desistência total, mas fontes indicam que a ida à CPMI está descartada.

A comissão, presidida pelo senador Carlos Viana (Podemos-MG), ainda pode cobrar explicações ou adotar medidas para forçar esclarecimentos, embora o despacho de Mendonça limite obrigações coercitivas.

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