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EUA aumentam o cerco ao Irã com envio de Porta-Aviões

EUA vão além dos alertas e cercam o Irã com porta-aviões e bases militares no Oriente Médio

Os Estados Unidos intensificaram dramaticamente sua presença militar no Oriente Médio, cercando o Irã por terra, mar e ar em menos de dois meses. Forças americanas posicionaram navios de guerra, reforçaram bases em países vizinhos e enviaram dois porta-aviões para pressionar Teerã em negociações nucleares.

EUA envia porta-aviões mais poderoso do mundo para pressionar o Irã

O cerco inclui ao menos 10 bases militares controladas diretamente pelos EUA em nações adjacentes ao Irã, além de tropas em outras nove localidades. Fotos de satélite de fevereiro registram aumento de mísseis móveis e reforço aéreo em instalações como as do Catar.

Em janeiro, o presidente Donald Trump ordenou o envio do porta-aviões USS Abraham Lincoln (apelidado de “aeroporto flutuante” pela Marinha dos EUA) para monitorar o Irã de perto, após passagem pelo Estreito de Ormuz. Em fevereiro, veio o reforço decisivo: o USS Gerald R. Ford, o maior navio de guerra do mundo, deslocado do Caribe (onde participou de operações contra tráfico de drogas e captura de Maduro) para a região.

A escalada acompanha negociações tensas sobre o programa nuclear iraniano. Duas rodadas ocorreram: a primeira em Omã no início de fevereiro e a segunda em Genebra no dia 17. Os EUA exigem que o Irã limite ou encerre o enriquecimento de urânio, restrinja mísseis balísticos e pare o apoio a grupos armados na região (como Hezbollah, Houthis e Hamas). Teerã afirma que seu programa é pacífico e aceita reduções em troca do fim de sanções.

Apesar dos pequenos avanços relatados, a retórica é de confronto. Trump afirmou em reunião do Conselho da Paz (19/02): 

“Agora é a hora do Irã se juntar a nós em um caminho para paz. O Irã precisa fazer um acordo ou coisas ruins acontecerão”.

Ele repetiu: 

“coisas muito ruins” vão acontecer com o Irã.

Trump mencionou “boas conversas” para um acordo significativo, com decisão em cerca de 10 dias, mas a imprensa americana (CBS, NYT) relata que forças dos EUA estariam prontas para um ataque limitado já no sábado (21/02), possivelmente contra alvos militares ou governamentais, para forçar negociações. Há temor de escalada para guerra regional, com Israel em alerta máximo.

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