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Trump chama de vergonha decisão que derrubou tarifaço

Trump classifica decisão da Suprema Corte que derrubou tarifaço como “uma vergonha” e diz ter “plano B”

O presidente Donald Trump reagiu com indignação à decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos que anulou suas tarifas globais de importação, chamando o julgamento de “uma vergonha”. A declaração ocorreu durante um café da manhã na Casa Branca oferecido a governadores, segundo fontes presentes ouvidas pela CNN.

Ouça a analise da jornalista da CNNBRASIL

A Suprema Corte, por 6 votos a 3, concluiu nesta sexta-feira (20) que Trump extrapolou sua autoridade ao impor o “tarifaço” unilateralmente, usando a Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA). O relator, presidente da Corte John Roberts, escreveu que o presidente precisa de “autorização clara do Congresso” para justificar tal medida, e que a lei de 1977 – destinada a emergências nacionais – não permite criação de tarifas por conta própria.

A decisão mantém entendimento de instâncias inferiores e pode obrigar o governo a devolver bilhões arrecadados ilegalmente: estimativas apontam mais de US$ 175 bilhões (cerca de R$ 912,5 bilhões), com impactos diretos em consumidores e empresas. Tarifas específicas (como aço, alumínio e fentanil via outras leis) seguem válidas.

Trump, em seus comentários aos governadores, reforçou insatisfação e sinalizou continuidade da agenda protecionista: segundo uma das fontes, ele afirmou que “tinha um plano B” para manter as taxas sobre produtos importados. Em declarações posteriores (em coletiva e redes), ele ampliou críticas aos ministros da Corte, chamando a decisão de “profundamente decepcionante” e “vergonhosa”, e mencionou “métodos ainda mais fortes” ou “alternativas poderosas” via outras seções legais (como 122, 301 ou 338).

Para o Brasil, a anulação representa alívio potencial: exportações de cerca de US$ 15 bilhões (incluindo café solúvel, uva, mel, pescados e outros itens não isentados anteriormente) podem perder as tarifas extras de 10% a 50% impostas em 2025. O Itamaraty adotou postura cautelosa, enquanto o ministro Fernando Haddad classificou a notícia como positiva “em princípio”, mas com ressalvas.

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