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Satélites chineses expõem reforço americano na Arábia Saudita

13 aviões-tanque, AWACS e C-130 na Base Prince Sultan

Imagens de satélite de alta resolução capturadas pela empresa chinesa MizarVision revelaram uma concentração significativa de aeronaves da Força Aérea dos Estados Unidos na Base Aérea Prince Sultan, na Arábia Saudita. A divulgação, amplamente repercutida em redes sociais e análises militares, mostra 13 aviões-tanque Boeing KC-135 Stratotanker, um Boeing E-3G Sentry AWACS (sistema de alerta e controle aéreo) e cinco Lockheed C-130 Hercules posicionados na pista e hangares.

A presença desses ativos – essenciais para reabastecimento em voo (tankers), comando e controle aéreo prolongado (AWACS) e transporte tático/logístico (C-130) – indica preparação para operações sustentadas na região, em meio à escalada de tensões com o Irã. Especialistas interpretam o movimento como sinal de prontidão para uma campanha aérea de longa duração, capaz de sustentar missões sobre o espaço aéreo iraniano, em vez de um ataque pontual.

A Base Prince Sultan, no centro da Arábia Saudita, tem sido usada pelos EUA como hub logístico desde o reforço iniciado em janeiro de 2026. A concentração de tankers permite estender o alcance de caças e bombardeiros sem depender de bases mais distantes, enquanto o AWACS fornece vigilância e coordenação em tempo real. Os C-130 suportam deslocamento rápido de tropas, suprimentos e equipamentos.

A divulgação das imagens pela MizarVision (empresa comercial chinesa de análise de satélites) coincide com relatos de que Pequim estaria compartilhando inteligência por satélite com Teerã, ampliando a transparência sobre movimentações americanas.

Esta é a maior concentração militar dos EUA no Oriente Médio desde a invasão do Iraque em 2003, com dois grupos de ataque de porta-aviões (USS Abraham Lincoln e USS Gerald R. Ford a caminho), dezenas de caças (F-35, F-15, F-22), Patriot e THAAD em bases vizinhas (Catar, Jordânia), e agora reforço em Prince Sultan. Trump ameaçou ação militar se não houver acordo nuclear “significativo” em 10 dias, elevando o risco de confronto direto.

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