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R$1,4 Bilhão gastos em cartão corporativo no Governo Lula

Governo Lula acumula mais de R$ 1,4 bilhão em gastos com cartão corporativo nos três primeiros anos de mandato

Os gastos do governo federal com o Cartão de Pagamento do Governo Federal (CPGF), conhecido como cartão corporativo, superaram a marca de R$ 1,4 bilhão ao longo do atual mandato do petista Lula da Silva (PT), de 2023 a 2025. O valor é baseado em dados oficiais do Portal da Transparência e compilados por veículos como a revista Veja.

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Em 2025, as despesas somaram R$ 423 milhões, valor inferior aos R$ 584 milhões registrados em 2024 (pico do período), mas acima dos R$ 430 milhões de 2023. Somados os três anos, o montante total ultrapassa R$ 1,4 bilhão, gerando debates sobre transparência e uso de recursos públicos.

Detalhes dos gastos e principais categorias

Entre as despesas mais expressivas em 2025 destacam-se compras em empresas de materiais de construção, instituições de pagamento e serviços de delivery como o iFood. Apenas a Presidência da República registrou cerca de R$ 55 milhões no cartão corporativo durante o ano passado, conforme reportagens.

Grande parte das despesas permanece sob sigilo, com o Tribunal de Contas da União (TCU) apontando que mais de 99% dos gastos da Presidência em períodos analisados (até abril de 2025) foram classificados como sigilosos. Isso dificulta o acesso público aos detalhes exatos das compras, mesmo com a obrigatoriedade de prestação de contas no Portal da Transparência.

Contexto histórico e comparações

O cartão corporativo é usado para despesas de caráter sigiloso ou emergencial, como suprimentos, hospedagem, passagens e pequenas aquisições sem licitação. Críticas ao volume elevado surgem especialmente quando comparado a gestões anteriores — por exemplo, durante o governo Bolsonaro (2019-2022), os gastos da Presidência com o instrumento ficaram em torno de R$ 27 milhões em quatro anos.

O governo federal justifica parte do aumento pela retomada de agendas internacionais, eventos oficiais e inflação acumulada, mas a manutenção do sigilo em percentual alto tem sido questionada por entidades de controle e pela oposição.

Repercussão e próximos passos

A divulgação do montante total reacendeu discussões sobre transparência nos gastos públicos, com parlamentares e influenciadores conservadores cobrando mais detalhes e auditorias aprofundadas pelo TCU. O tema ganhou força nas redes sociais, com postagens comparando o valor a investimentos em áreas como habitação, saúde e educação.

O Portal da Transparência continua atualizando os dados agregados, mas os itens individualizados permanecem majoritariamente protegidos. O governo ainda não se manifestou oficialmente sobre o novo levantamento.

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