Plataforma de US$ 230 milhões em missão de inteligência; Aeronave de vigilância de alta altitude transmitiu sinal de emergência antes de sumir do radar no Golfo Pérsico; incidente reacende tensões entre Washington e Teerã.
Informações iniciais indicam que um drone de vigilância MQ-4C Triton da Marinha dos Estados Unidos foi perdido próximo ao espaço aéreo iraniano, no Golfo Pérsico, durante uma operação de inteligência, vigilância e reconhecimento (ISR) marítima.

O drone, com registro 169660 e indicativo OVRLD1, decolou de uma base nos Emirados Árabes Unidos (provavelmente Al Dhafra, em Abu Dhabi) e realizava voos de rotina em altitude elevada — cerca de 32.900 pés (aproximadamente 10 km) — sobre o Estreito de Ormuz e o Golfo Pérsico, ao sul do Irã. De acordo com dados de rastreamento público (como Flightradar24), a aeronave transmitiu o código de emergência 7700 (indicativo de urgência grave) antes de desaparecer completamente dos radares, sem deixar vestígios visíveis de destroços.
O MQ-4C Triton, fabricado pela Northrop Grumman, é uma das plataformas mais avançadas e caras do arsenal americano, projetada para missões de longa duração em alta altitude, com sensores sofisticados para monitoramento marítimo, detecção de submarinos, navios e atividades de mísseis. Seu custo unitário é estimado em torno de US$ 220-230 milhões, e ele complementa aeronaves tripuladas como o P-8 Poseidon na vigilância de áreas estratégicas.
O incidente ocorre em um momento de alta tensão entre EUA e Irã, com acusações mútuas de violações de soberania e interferência em rotas marítimas vitais para o comércio global de petróleo. Especulações incluem falha mecânica, interferência eletrônica (guerra eletrônica iraniana), desvio involuntário para espaço aéreo hostil ou até mesmo ação hostil semelhante ao abate de um RQ-4 Global Hawk (protótipo do Triton) pelo Irã em junho de 2019, no mesmo local aproximado.
Até o momento, o Pentágono e o Departamento de Defesa dos EUA não emitiram confirmação oficial sobre a perda ou a causa, mantendo silêncio sobre o episódio. Fontes de rastreamento open-source e relatos em redes sociais circulam há cerca de cinco dias (desde 22 de fevereiro), mas a situação permanece em desenvolvimento, com risco de escalada em uma região já volátil.
Analistas destacam que qualquer confirmação de ação iraniana — seja por mísseis, jamming ou captura — representaria um golpe significativo para a inteligência americana no Golfo Pérsico e poderia intensificar o confronto indireto entre as potências.


















