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USS Gerald R. Ford chega às águas israelenses

Maior porta-aviões do mundo reforça presença EUA no Mediterrâneo Oriental; Embarcação nuclear de US$ 13 bilhões atraca próximo a Haifa em meio a escalada de tensões com Irã e negociações nucleares em curso

O porta-aviões nuclear USS Gerald R. Ford (CVN-78), considerado o maior e mais avançado navio de guerra do mundo, chegou hoje às águas territoriais de Israel, na costa norte do país, próximo à cidade de Haifa.

A embarcação, que partiu na quinta-feira (26) da base naval de Souda Bay, na ilha grega de Creta (Grécia), após uma parada para reabastecimento, integrou-se ao destacamento naval americano no Mediterrâneo Oriental. Relatos de mídia israelense (como Channel 12 e The Times of Israel) e internacionais confirmam a chegada na manhã desta sexta-feira, com o navio operando na região de Haifa — principal porto comercial e base naval de Israel.

O USS Gerald R. Ford, da classe Ford, mede 333 metros de comprimento, desloca cerca de 100 mil toneladas e carrega mais de 75 aeronaves de combate (incluindo F/A-18 Super Hornet, F-35C Lightning II e helicópteros). Seu custo de construção ultrapassa US$ 13 bilhões, e ele representa o ápice da tecnologia naval americana, com catapultas eletromagnéticas (EMALS), turbinas avançadas e capacidade para operações prolongadas sem reabastecimento de combustível nuclear.

A movimentação ocorre em um contexto de alta tensão geopolítica: negociações nucleares entre EUA e Irã prosseguem em Genebra (terceira rodada concluída ontem sem acordo final, mas com “progresso técnico” relatado), enquanto Washington intensifica sua presença militar no Oriente Médio. O Gerald R. Ford se junta ao grupo de ataque do USS Abraham Lincoln (já na região desde janeiro), formando uma das maiores concentrações de poder naval americano na área em décadas — com pelo menos 17 navios, incluindo destroyers e cruzadores.

A chegada coincide com outras medidas: 20 aeronaves de reabastecimento KC-135/KC-46 pousaram em Israel na noite de quinta-feira, e a Embaixada dos EUA em Jerusalém autorizou a saída voluntária de pessoal não essencial e familiares, citando “riscos de segurança” e volatilidade regional. O Pentágono não emitiu comunicado oficial detalhado sobre a missão, mas fontes indicam que o grupo de ataque serve como “dissuasão clara” contra possíveis ações iranianas, em apoio à defesa de Israel.

Analistas destacam que a presença do superporta-aviões eleva a capacidade de projeção de força americana, permitindo operações aéreas rápidas em caso de escalada, mas também aumenta o risco de confrontos indiretos em uma região já volátil.

A situação permanece em monitoramento intenso, com potenciais implicações para a estabilidade no Mediterrâneo Oriental e no Golfo Pérsico.

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