Estrutura paralela, apelidada de “A Turma”, era usada para monitoramento ilegal, obtenção de dados sigilosos e ameaças a adversários, jornalistas e ex-funcionários; núcleo de coerção liderado por “Sicário” recebia R$ 1 milhão mensal
A Polícia Federal (PF) detalhou na Operação Compliance Zero (terceira fase, deflagrada em 4 de março de 2026) a existência de um grupo informal conhecido como “A Turma”, comandado pelo banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, para realizar vigilância privada, coleta ilegal de informações e atos de intimidação.


“A Turma” funcionava como um núcleo de intimidação e obstrução de justiça, com atividades incluindo monitoramento de alvos (concorrentes, ex-empregados, jornalistas e autoridades), acesso indevido a sistemas restritos da PF, MPF, FBI e Interpol, remoção de conteúdos críticos em redes sociais e coação física ou psicológica.
Principais integrantes identificados:
- Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão (apelidado de “Felipe Mourão” ou “Sicário”): coordenador operacional, responsável por monitoramento, extração de dados sigilosos e execução de ameaças.
- Marilson Roseno da Silva (policial federal aposentado): auxiliar na obtenção de informações sensíveis via contatos policiais.
- Fabiano Campos Zettel (cunhado de Vorcaro): garantia de recursos financeiros para o grupo.
- Ana Claudia Queiroz de Paiva: gerenciava transferências bancárias para custear as operações.
A PF aponta que Mourão recebia cerca de R$ 1 milhão por mês para coordenar o esquema. Mensagens interceptadas revelam ordens diretas de Vorcaro para ações violentas e ilegais, como monitoramento e intimidação de críticos.


















