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PF apreende nove celulares de Daniel Vorcaro em

Aparelhos do fundador do Banco Master, além de dispositivos de Fabiano Zettel e outros investigados, passam por análise; material reforça investigações sobre fraudes financeiras e rede de influência

A Polícia Federal (PF) apreendeu ao todo nove celulares pertencentes ao empresário Daniel Vorcaro, fundador e controlador do Banco Master, durante as diferentes etapas da Operação Compliance Zero. Os aparelhos foram coletados em buscas e prisões realizadas nas fases da investigação, que apura fraudes bilionárias, corrupção e formação de grupo para monitorar e intimidar adversários, de acordo com a matéria do Jornal Nacional.

Ouça a análise do jornalista do Jornal Nacional:

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O primeiro celular, apreendido na fase inicial (novembro de 2025), continha quatro terabytes de dados e já passou por perícia inicial — os investigadores ainda analisam seu conteúdo detalhadamente. Na segunda fase (janeiro de 2026), mais cinco aparelhos foram tomados em endereços ligados a Vorcaro e familiares. Na terceira fase (início de março de 2026), quando o banqueiro foi preso novamente em São Paulo, a PF levou mais três celulares, elevando o total para nove — além de documentos, computadores e outros dispositivos.

Além dos aparelhos de Vorcaro, foram apreendidos celulares de outros alvos, incluindo Fabiano Zettel (cunhado do banqueiro, preso na segunda e terceira fases por suspeita de coordenar pagamentos e orientar o núcleo de intimidação) e um investigado referido como “sicário” (possivelmente ligado ao monitoramento ilegal e ameaças).

A PF encaminhou um relatório preliminar sobre o material apreendido às autoridades competentes, incluindo o inquérito no Supremo Tribunal Federal (STF), relatorado pelo ministro André Mendonça. O volume de dados é extenso: perícias anteriores revelaram mensagens, contatos e evidências de redes de informantes no Banco Central, pagamentos suspeitos e tentativas de influência em autoridades. O inquérito principal foi prorrogado por mais 60 dias para aprofundar as análises.

Os aparelhos são peças-chave para mapear os núcleos do esquema — financeiro, corrupção institucional, ocultação patrimonial e intimidação —, com prejuízos estimados em mais de R$ 50 bilhões ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC) e fundos de pensão. A defesa de Vorcaro tem colaborado em parte, mas nega irregularidades e questiona vazamentos de conteúdos sigilosos.

Fonte: JORNAL NACIONAL

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