Documentos revelam que banco público de Brasília pressionava por pagamento de calote enquanto avançava em tratativas para adquirir o Master; operação foi barrada pelo Banco Central em setembro de 2025
O Banco de Brasília (BRB) enviou pelo menos 21 e-mails de cobrança ao Banco Master entre julho e agosto de 2025, cobrando uma dívida que chegou a ultrapassar R$ 1,6 bilhão, ao mesmo tempo em que tentava comprar a instituição, de acordo com a matéria do Metrópoles.

As informações constam em documentos obtidos com exclusividade pelo Metrópoles e revelam uma relação contraditória: enquanto o departamento de cobrança do BRB pressionava por regularização, outras áreas da instituição avançavam em negociações para aquisição de carteiras e, posteriormente, do próprio banco.
As cobranças tiveram início em fevereiro de 2025, quando o BRB identificou carteiras “podres” com pendências de repasses que somavam R$ 1,3 bilhão. Em abril, parte da dívida foi quitada, reduzindo o valor para R$ 65 milhões, com acordo de parcelamento em R$ 15 milhões mensais a partir de 28 de abril — acordo que não foi cumprido.
Em 21 de agosto de 2025, mesmo com a dívida elevada, o BRB propôs comprar mais R$ 750 milhões em carteiras do Master. Três dias antes, o débito havia superado R$ 1,6 bilhão. O Banco Central barrou a compra do banco em 3 de setembro de 2025.
Após o veto do BC, o BRB interrompeu a aquisição de novas carteiras de varejo, mas continuou negociando a substituição de carteiras consideradas problemáticas.
Fonte: Metrópoles


















