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Governo lula desembolsa R$ 350 milhões em cruzeiros para hospedagem na COP30

Documento da Casa Civil confirma gasto de R$ 350,2 milhões com navios da Costa e MSC para suprir falta de hotéis durante a conferência da ONU no Pará; A Qualitours pertence ao empresário Marcelo Cohen, que também é sócio do banqueiro Daniel Vorcaro

O governo federal destinou ao menos R$ 350,2 milhões para alugar cruzeiros que funcionaram como hotéis flutuantes durante a COP30, a conferência do clima da ONU realizada em novembro de 2025, em Belém (PA), de acordo com a matéria do Metrópoles.

Fonte Igor Gadelha, Gustavo Zucchi do Metrópoles

Confira a análise do jornalista do Metrópoles:

Documento da Casa Civil confirma gasto de R$ 350,2 milhões com navios da Costa e MSC para suprir falta de hotéis durante a conferência da ONU no Pará

De acordo com a Casa Civil, a Secretaria Especial da COP30, ligada ao ministério responsável, fechou contrato com a Embratur para contratação de navios para acomodar delegações estrangeiras e participantes do evento na capital paraense.. A agência, por sua vez, contratou a Qualitours Agência de Viagens e Turismo Ltda., que ficou responsável por trazer os navios das empresas Costa Cruzeiros e MSC Cruzeiros.

A justificativa oficial para o alto investimento foi a falta de capacidade hoteleira em Belém. O governo argumentou que o aluguel dos navios foi essencial para cumprir o acordo de sediar a COP30 e evitar problemas logísticos durante o evento.

A Qualitours pertence ao empresário Marcelo Cohen, que também é sócio do banqueiro Daniel Vorcaro no hotel de luxo Botanique, em Campos do Jordão (SP). A empresa faz parte da holding BeFly, criada em 2021 com apoio de fundos ligados ao Banco Master.

Em nota, a Embratur informou que a contratação da Qualitours foi feita por chamamento público e que a empresa apresentou toda a documentação exigida. A agência destacou ainda que o banco BTG Pactual garantiu a operação por meio de carta fiança e que o Banco Master não participou do processo.

A Embratur reforçou que o Tribunal de Contas da União (TCU) já auditou o contrato e o considerou regular por unanimidade, no Acórdão 756/2026. O tribunal também concluiu que o modelo adotado foi mais vantajoso economicamente do que o fretamento direto dos navios.

Em nota, a BeFly afirmou que o Banco Master atuou apenas como provedor de linhas de crédito entre 2021 e 2023 e que a empresa cumpre todos os compromissos sem irregularidades.

A Qualitours, por sua vez, reforçou que foi contratada de forma regular e que cumpriu todas as exigências técnicas do projeto.

Fonte: Metrópoles

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