Bagagens do piloto passaram sem raio-X após viagem com Hugo Motta, Ciro Nogueira e empresário de bets a paraíso fiscal no Caribe; inquérito apura possível prevaricação e descaminho e tramita no STF
A Polícia Federal (PF) abriu investigação para apurar a entrada irregular de bagagens sem inspeção em um voo privado que transportava o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), o senador Ciro Nogueira (PP-PI) e outros parlamentares.


O voo retornava da ilha de São Martinho, no Caribe — um conhecido paraíso fiscal —, em abril de 2024. A aeronave pertence ao empresário piauiense Fernando Oliveira Lima, conhecido como “Fernandin OIG”, ligado ao setor de apostas online (bets) e operador de jogos como o “Fortune Tiger”, popularmente chamado de “jogo do tigrinho”.
De acordo com a PF, cinco volumes levados pelo piloto José Jorge de Oliveira Júnior entraram no Brasil sem passar pelo raio-X no Aeroporto Executivo Internacional Catarina, em São Roque (SP). Imagens do desembarque mostram o piloto contornando o pórtico de detecção de metais com sete volumes (incluindo malas, sacolas, caixa e edredom), enquanto um auditor da Receita Federal permitiu a passagem sem a devida fiscalização.
Devido à presença de parlamentares com foro privilegiado, o inquérito foi enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF). O ministro Alexandre de Moraes já solicitou manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR).

















