Após quase três anos e meio de governo, o Planalto anuncia pacote bilionário de segurança a poucos meses das eleições de 2026, em meio a críticas sobre a demora no enfrentamento às facções.
Quase ao final de seu mandato, o petista Lula da Silva anunciou nesta terça-feira o Programa Brasil Contra o Crime Organizado, com orçamento de R$ 11,1 bilhões. O lançamento ocorre a pouco mais de quatro meses das eleições presidenciais de 2026, em um momento em que a segurança pública se tornou um dos temas mais sensíveis para o eleitorado.

Críticos apontam que a iniciativa chega tardiamente, após anos de crescimento do crime organizado no país, com expansão do poder das facções nas ruas, presídios e fronteiras. Do total anunciado, apenas R$ 968,2 milhões são aportes diretos do governo federal, enquanto R$ 10 bilhões virão de financiamentos para estados e municípios.
O plano está dividido em quatro eixos principais, com investimentos distribuídos da seguinte forma:
- Asfixia financeira (R$ 302,2 milhões): Fortalecimento das FICCOs, criação de força nacional e rastreamento de ativos.
- Sistema prisional seguro (R$ 324,1 milhões): Bloqueio de sinais em presídios e operações contra celulares, armas e drogas nas celas.
- Esclarecimento de homicídios (R$ 196,7 milhões): Modernização de institutos médico-legais e bancos genéticos.
- Combate ao tráfico de armas (R$ 145,2 milhões): Criação da RENARME e fortalecimento do SINARM.
O timing do anúncio gerou questionamentos. Muitos analistas e opositores consideram que o governo demorou demasiado para apresentar uma resposta estruturada ao avanço das organizações criminosas, especialmente após sucessivos recordes de violência em várias regiões do país.
Fonte: CNN BRASIL


















