Número de companhias em processo de reestruturação atinge patamar histórico, impulsionado por juros altos, crédito restrito e inadimplência elevada; especialistas projetam aumento nas falências efetivas
O Brasil fechou o ano de 2025 com um número recorde de empresas em recuperação judicial, e o primeiro trimestre de 2026 já confirma a tendência de alta. De acordo com dados consolidados, o país vive um dos momentos mais críticos para a saúde financeira das empresas nas últimas décadas.
O senador Rogério Marinho se manifestou, confira:

Levantamento do Monitor RGF apontou 5.931 empresas em recuperação judicial no primeiro trimestre de 2026, a 11ª alta consecutiva e novo recorde da série histórica iniciada em 2023. No fechamento de 2025, o total já havia alcançado 5.680 companhias, um crescimento de 24,3% em relação ao ano anterior.
A Serasa Experian também registrou recorde em 2025, com 2.466 pedidos de recuperação judicial — o maior volume desde o início da série em 2012. O agropecuário é um dos setores mais afetados, com forte aumento nos pedidos.
Especialistas atribuem o cenário à combinação de Selic elevada por longo período, restrição ao crédito e pressão sobre o caixa das empresas. Embora o número de pedidos de falência tenha recuado em 2025 (698 casos, queda de 19%), analistas alertam que o volume elevado de recuperações judiciais pode se transformar em um recorde de falências efetivas ao longo de 2026.
Muitos observadores do mercado consideram que o ambiente econômico atual — com juros reais ainda elevados e incertezas — deve agravar a situação nos próximos meses.

















