Presidente americano reage duramente a plano de prefeito de Nova York para deter primeiro-ministro de Israel com base em mandado internacional
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, utilizou suas redes sociais nesta segunda-feira (20) para dar uma garantia explícita de segurança ao primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu. O republicano cravou que o líder de Israel não corre qualquer risco de ser detido enquanto estiver cumprindo agendas oficiais em solo americano.

A manifestação contundente da Casa Branca ocorre após o prefeito de Nova York, Zohran Mamdani, declarar publicamente que sua equipe jurídica avaliava brechas legais para prender o premiê. A ameaça local mirava a tradicional ida de Netanyahu aos Estados Unidos em setembro para participar da Assembleia Geral da ONU. O prefeito pretendia utilizar o mandado emitido pelo Tribunal Penal Internacional (TPI) por supostos crimes de guerra em Gaza.
Ao rechaçar o plano de Nova York, Trump não apenas blindou o aliado no campo diplomático, mas também aproveitou o episódio para atacar a gestão externa de governos anteriores. O presidente americano declarou que a justiça deveria mirar as lideranças do Irã, a quem acusou de arrastar o Oriente Médio para uma espiral de violência e de atentar contra a vida de militares americanos.
Tanto Washington quanto o governo de Israel compartilham da mesma visão jurídica de rejeição à autoridade do TPI, uma vez que nenhum dos dois países é signatário do tratado que criou a corte internacional sediada em Haia. Com a posição do Executivo federal consolidada, os planos do prefeito nova-iorquino de mobilizar as forças policiais locais contra um chefe de Estado estrangeiro perdem sustentação prática.
Fonte: CNN BRASIL


















