Levantamento do centro suíço St. Gallen Endowment aponta que novas taxas propostas pela Casa Branca podem elevar o Brasil da 13ª para a 2ª posição global em tributação média sobre exportações
O cenário das trocas comerciais entre o Brasil e os Estados Unidos passa por uma das suas fases mais complexas das últimas décadas. Dados compilados pela plataforma Global Trade Alert (GTA), mantida pelo centro de estudos independente St. Gallen Endowment (Suíça), revelam que o país corre o risco de se tornar o segundo parceiro comercial mais tarifado por Washington no mundo, ficando atrás apenas da China.
Atualmente na 13ª posição desse ranking global — com uma taxa média efetiva de 11,73% sobre os produtos exportados —, o comércio exterior brasileiro pode sofrer uma forte elevação tributária. O salto para a vice-liderança é impulsionado por investigações e propostas de alíquotas adicionais apresentadas pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR).
Estrutura das Novas Tarifas Propostas
As medidas em análise na Casa Branca envolvem duas frentes principais de sobretaxação:
- 25% por supostas práticas desleais de comércio: decorrente de uma apuração comercial focada em políticas econômicas e regulatórias brasileiras.
- 12,5% sob a justificativa de combate ao trabalho forçado: fruto de uma apuração global conduzida pelo USTR quanto a restrições de importação de itens associados a violações trabalhistas.
Além dos aspectos estritamente tarifários, autoridades americanas direcionaram questionamentos a áreas estratégicas da infraestrutura financeira do país, como o sistema de pagamentos instantâneos (Pix), e a decisões regulatórias locais.
Impacto na Balança e nos Setores Exportadores
Os Estados Unidos são o segundo principal destino das exportações brasileiras, atrás apenas do mercado chinês. Em 2024, o volume exportado do Brasil para o território americano superou os US$ 40 bilhões, representando cerca de 12% de todo o comércio de vendas externas do país.
| Indicador Comercial | Posição / Valor Atual |
| Ranking atual de tarifação dos EUA | 13º lugar (11,73% de taxa média) |
| Projeção com novas alíquotas | 2º lugar (atrás somente da China) |
| Participação dos EUA nas exportações do Brasil | ~12% do total exportado |
| Principais setores afetados | Aço, alumínio e indústria de transformação |
Especialistas e entidades do setor produtivo, como a Confederação Nacional da Indústria (CNI), sinalizam apreensão com o cenário. A elevação repentina das barreiras dificulta a competitividade dos manufaturados e insumos brasileiros — com destaque para a cadeia do aço —, estimulando o país a buscar a ampliação de mercados alternativos na Ásia e em outras regiões globais.
Fonte: CNN BRASIL


















