Além da entrada em vigor da taxa decorrente da Seção 301, governo americano sinaliza aditivo de até 12,5%, elevando o cerco econômico às exportações nacionais
Entrou em vigor a nova tarifa aduaneira de 25% imposta pelos EUA a produtos brasileiros. Para agravar o cenário de pressão comercial, Washington deve oficializar uma alíquota adicional de 12,5% sob a justificativa de falhas no combate ao trabalho forçado, ameaçando acumular taxas que ultrapassam 37%.

Flávio Bolsonaro se manifestou, confira:


A medida é resultado do encerramento da investigação conduzida pelo Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR) com base na Seção 301 da Lei de Comércio.
Para além do impacto imediato deste tributo, um novo flanco protecionista ganha força nos bastidores de Washington. O governo americano prepara o anúncio de uma taxa extra de 12,5%, fundamentada em supostas fragilidades e omissões do Brasil na prevenção e erradicação do trabalho análogo à escravidão.
Se confirmada a sobreposição das duas decisões, a carga tributária incidente sobre bens brasileiros no mercado americano poderá alcançar a marca de 37,5%, comprometendo fortemente a competitividade do país no exterior.
1. O tarifaço de 25%: entrada em vigor e abrangência
A alíquota de 25% incide sobre mercadorias desembarcadas ou retiradas de armazéns alfandegários para consumo a partir desta quarta-feira. O imposto aplica-se de forma cumulativa às tarifas já existentes, transformando taxas regulares moderadas em barreiras tarifárias expressivas
2. A nova barreira: alegação de trabalho forçado
Paralelamente às negociações sobre a Seção 301, o Departamento do Comércio e autoridades tarifárias dos EUA avançam em uma segunda frente punitiva. Desta vez, a fundamentação apoia-se em relatórios que classificam os mecanismos de fiscalização trabalhista no Brasil como insuficientes.
Consequências econômicas e próximos passos do Brasil
O acúmulo de barreiras tarifárias traz incerteza para o ambiente de negócios e gera apreensão nos estados com forte vocação exportadora para a América do Norte, como São Paulo, Santa Catarina e Paraná.
Fonte: CNN BRASIL


















