Deputada rebateu alegações de apologia ao nazismo ao mostrar imagens da apresentadora infantil com o mesmo adereço, exigindo retratação do órgão federal
A deputada federal Júlia Zanatta (PL-SC) publicou fotos antigas da apresentadora Xuxa Meneghel usando uma tiara de flores idêntica à que estampava seus outdoors de campanha. A parlamentar usou o registro para contestar parecer do Ministério da Justiça que associou o adereço a símbolos nazistas, exigindo retratação pública do órgão.

Para desarmar a tese apresentada pela pasta federal, a deputada divulgou registros fotográficos antigos da apresentadora Xuxa Meneghel utilizando um adereço floral idêntico em programas de televisão e capas de revistas voltadas ao público infantil.
O contraponto da parlamentar e o uso de figuras da cultura pop
Segundo a deputada, o adereço integra a cultura tradicional de comunidades coloniais germânicas e italianas no Sul do Brasil — como a tradição da Oktoberfest —, sem qualquer vínculo com ideologias extremistas. Ao resgatar as fotos da Rainha dos Baixinhos, Zanatta buscou demonstrar o caráter corriqueiro e estético do acessório no imaginário popular brasileiro.
“Quando uma apresentadora infantil de alcance nacional usa a tiara de flores, é cultura e moda. Quando uma parlamentar de oposição usa para exaltar as tradições da sua terra, inventam narrativas absurdas. Exijo respeito e retratação”. — Júlia Zanatta, deputada federal (PL-SC).
Notificação extrajudicial e exigência de retratação
Além da exposição nas redes sociais, a equipe jurídica da deputada formalizou pedidos de esclarecimento junto ao Ministério da Justiça. A defesa sustenta que a nota técnica expedida pela pasta incorre em calúnia e difamação funcional, ao tentar criminalizar um símbolo estético e cultural sem respaldo histórico amplo.
A parlamentar cobrou um posicionamento do ministro da Justiça, solicitando o cancelamento formal dos pareceres que atribuem contornos ideológicos às suas fotos de divulgação partidária e a imediata remoção de publicações oficiais que façam a menção.
O Ministério da Justiça, até o momento, não emitiu nota alterando o teor dos documentos técnicos da pasta.
Fonte: Pleno.News


















