Em postagem nas redes sociais, Eduardo Bolsonaro reagiu com dureza à declaração do ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, de que, em uma eventual invasão dos Estados Unidos, o Brasil deveria “abrir o portão”. Segundo Múcio, o país não teria equipamentos nem recursos para enfrentar a potência militar americana.
Eduardo Bolsonaro classificou a fala como um “desvio moral”. Para ele, a postura não é apenas uma avaliação técnica da inferioridade militar e financeira do Brasil, mas uma renúncia prévia à resistência. Aceitar qualquer violação em troca da sobrevivência, argumenta, equivale a admitir viver sob qualquer condição — inclusive a submissão. A crítica transcende o caso específico dos EUA e vale para qualquer nação estrangeira.
O filho do presidente Jair Bolsonaro recorre à história americana para reforçar o ponto. Os Founding Fathers, lembra, declararam independência em 1776 contra a maior potência da época, a Grã-Bretanha, mesmo sem forças armadas estruturadas, território consolidado ou tecnologia comparável. Eles arriscaram a própria vida porque entendiam que a liberdade e a soberania valiam mais do que a mera sobrevivência física. Foi esse espírito que fundou os Estados Unidos e inspirou constituições e movimentos de independência pelo mundo.
Confira abaixo a postagem de Eduardo Bolsonaro na íntegra:


Para Eduardo, a declaração de Múcio — o principal responsável pelas Forças Armadas — revela desconhecimento desse princípio fundamental e humilha o Brasil ainda antes de qualquer conflito. Ao projetar fraqueza, o ministro convidaria potenciais agressores a explorar a vulnerabilidade do país. A soberania, que o governo atual tanto invoca, fica reduzida a retórica vazia quando o próprio ministro da Defesa admite, de antemão, a rendição.
A crítica de Eduardo Bolsonaro, portanto, vai além da capacidade militar do Brasil. Ela aponta para uma questão de princípio: um país que abre mão de resistir, mesmo em condições desiguais, abandona a dignidade nacional. Para ele, quem comanda as Forças Armadas precisa entender o significado real da soberania — e não apenas gerir orçamentos e equipamentos.


















