Assessor especial da Presidência da República aponta que a investida de Washington contra o PCC e o Comando Vermelho pode gerar ingerência estrangeira em território nacional
O assessor especial da Presidência, Celso Amorim, fez um desabafo sobre os desdobramentos geopolíticos da decisão do governo dos Estados Unidos de designar formalmente o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas internacionais.
Para o chanceler e diplomata de longa data, a medida adotada por Washington não se restringe ao campo da segurança pública ou ao combate transnacional ao crime, carregando nas entrelinhas um potencial risco à soberania nacional.o
Segundo a avaliação externada por Amorim, a classificação das principais facções criminosas brasileiras como grupos terroristas por uma potência estrangeira abre um precedente jurídico e político delicado. O assessor especial alertou que tal rótulo pode servir, no futuro como justificativas de intervenção militar estrangeira ou pressões intervencionistas diretas contra o Brasil.
*Imagem da capa gerada por IA

















