O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou um pedido apresentado pelo presidente Jair Bolsonaro (PL) para autorizar a visita de Valdemar Costa Neto, presidente de seu partido.
O pedido foi feito à Corte pelos advogados do líder da direita brasileira, e incluí, além de Valdemar, o desembargador aposentado Sebastião Coelho, o deputado federal Alfredo Gaspar (União Brasil-AL) e o bispo Rodovalho, fundador da igreja Sara Nossa Terra.
Em sua decisão, Moraes falou sobre a reabertura das investigações contra Valdemar Costa Neto e citou algumas medidas aplicadas contra Bolsonaro, como a “proibição de manter contatos com Embaixadores ou quaisquer autoridades estrangeiras, bem como com os demais réus e investigados das Ações Penais 2.668/DF, AP 2.693/DF, AP 2.694/DF, AP 2.695/DF, Inq. 4.995/DF e Pet 12.100/DF, inclusive por intermédio de terceiros”.
Moraes vota para REABRIR investigação contra Valdemar Costa Neto
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes manifestou-se nesta terça-feira (21/10) a favor da retomada das investigações que examinam os delitos de uma suposta formação de organização criminosa e tentativa de subversão violenta do Estado Democrático de Direito envolvendo o presidente do Partido Liberal (PL), Valdemar Costa Neto.
No julgamento do núcleo 4 do caso relacionado a um suposto golé, o voto de Moraes vincula a possibilidade de investigação de Valdemar a uma eventual condenação de Carlos Cesar Moretzsohn Rocha, engenheiro e presidente da empresa Voto Legal.Moraes defendeu a condenação de Rocha por dois dos cinco crimes atribuídos pela Procuradoria-Geral da República (PGR).
Valdemar, embora indiciado pela Polícia Federal (PF), não foi incluído na denúncia formulada pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet.
“Uma vez configurada a condenação do réu Carlos Cesar Rocha, determino a extração de cópias da decisão e de todo o acervo probatório para remessa à PET 12100, a fim de que, nos termos do artigo 18 do Código Penal, seja reaberta a investigação e análise dos crimes de organização criminosa e tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito em relação ao presidente do PL, Valdemar Costa Neto”, disse Moraes.


















